O termo Macumba é utilizado primeiramente como designação genérica dada a
vários cultos sincréticos afro-brasileiros, em geral fortemente
influenciados por religiões como Candomblé, Catolicismo, Espiritismo,
por cultos ameríndios, e outras crenças.[1] Outra acepção do termo, não
tão conhecida, é a de um antigo instrumento musical de percussão, uma
espécie de reco-reco, de origem africana.[editar]História
O conceito da macumba está tão arraigado na cultura popular brasileira,
que são comuns expressões como "xô macumba" (Umbanda) e "chuta que é
macumba" para demonstrar desagrado com a má sorte. As superstições nesse
sentido são tão grandes, que até mesmo para a Copa do Mundo foram
criados sites para espantar o azar. São também muito comuns amuletos que
vão desde adereços até objetos que remetem aos utilizados nos cultos
religiosos.
Popularmente, o termo macumba é utilizado para designar genericamente os
cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e
divindades dos povos africanos trazidos ao Brasil como escravos, tais
como os bantos, como o Candomblé e a Umbanda.
Entretanto, ainda que macumba seja confundida com o Candomblé e a
Umbanda (que na verdade macumba é considerada uma das raízes de Umbanda e
Candomblé) , os praticantes e seguidores dessas religiões recusam o uso
da palavra para designá-las.
Outras acepções para o termo macumba são:
Macumba, na acepção popular do vocábulo, é mais ligada ao emprego do
ebó, feitiço, "despacho", coisa-feita, mironga, mandinga, muamba;
Palavra usada no sentido pejorativo para se referir ao candomblé ou à umbanda;
Diz-se mais comumente macumba que candomblé, no Rio de Janeiro, e mais candomblé do que macumba, na Bahia.
Câmara Cascudo: "Ainda ao tempo das reportagens de João do Rio os cultos
de origens africanas no Rio de Janeiro chamavam-se, coletivamente,
candomblés, como na Bahia, reconhecendo-se contudo, duas seções
principais: os orixás dos cultos nagôs e os alufás dos cultos muçulmanos
(malês) trazidos pelos escravos. Mais tarde o termo genérico 'macumba',
foi substituído por Umbanda. Meio século após a publicação de 'As
Religiões do Rio', estão inteiramente perdidas as tradições malês e em
geral os cultos, abertos a todas as influências, se dividem em terreiros
(cultos nagôs) e tendas.
No livro de 1904 As Religiões no Rio Paulo Barreto, sob o pseudônimo de
João do Rio escreveu: “Vivemos na dependência do feitiço, dessa caterva
de negros e negras de babaloxás e yauô, somos nós que lhes asseguramos a
existência, com o carinho de um negociante por uma amante atriz. O
feitiço é o nosso vício,mas o nosso gozo, a degeneração. Exige,
damos-lhe; explora, deixamo-nos explorar e, seja ele maitre-chanteur,
assassino, larápio, fica sempre impune e forte pela vida que lhe
empresta o nosso dinheiro.” Macumba era definida por toda e qualquer
manifestação mediúnica de curandeiros, pais-de-santo, feiticeiros,
charlatões, e todos aqueles que se dispunham a intervir junto às forças
invisíveis do além apenas em troca de dinheiro e poder. Ver:marmoteiro.
Prandi, 1991 "E a macumba carioca, portanto, pode bem ter se organizado
como culto religioso na virada do século, como aconteceu também na
Bahia. Não vejo, pois, razão para pensá-la como simples resultante de um
processo de degradação desse candomblé visto no Rio no fim do século
por João do Rio, essa macumba sempre descrita como feitiçaria, isto é,
prática de manipulação religiosa por indivíduos isoladamente, numa total
ausência de comunidades de culto organizadas. Arthur Ramos fala de um
culto de origem banto no Rio de Janeiro na primeira metade do século,
cultuando orixás assimilados dos nagôs, com organização própria, com a
possessão de espíritos desencarnados que, no Brasil, reproduziram ou
substituíram, por razões óbvias, a antiga tradição banto de culto aos
antepassados (Ramos, 1943, v.1, cap. XVIII). São cultos muito
assemelhados aos candomblés angola e de caboclos da Bahia, registrados
por Edison Carneiro, que já os tratava como formas degeneradas
(Carneiro, 1937. Para uma análise atual da questão da pureza nagô, ver
Beatriz Góis Dantas, 1982 e 1988)."

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