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segunda-feira, 17 de março de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
LEIS SOBRE O CANDOMBLÉ
Em primeiro lugar não podemos esquecer que somos uma religião
de afro-descendentes e não devemos desconsiderar a historia do negro no
Brasil, para compreender a formação da religião afro-brasileira. Do
século XVI até meados do século XIX milhões de negros foram trazidos
para o Brasil e com eles vieram seus Orixás, Voduns e Inkises. A base da
economia brasileira era escravagista e os escravos eram trazidos de
duas religiões africanas; em um primeiro momento do oeste do continente
(Angola, Congo e Moçambique) posteriormente leste (Nigéria, Daóme e
Costa do Ouro) as principais religiões eram Bantus e os Sudaneses.
Suas diferenças não eram apenas nos Deuses, mais incluiam os dialetos, os costumes, os traços culturais e até os traços étnicos. Os sudaneses por exemplo eram na sua maioria de origem Ioruba ou Ewe-Fon, que no Brasil passou a ser chamados Nago e Jeje e foram os que mais marcaram presença na religião na Bahia. A primeira preocupação dos senhores de engenho era desfazer esses laços, dispersando o grupo para evitar revolta de escravos, no entanto não demorou muito para que os negros adotassem o sincretismo dos senhores de engenho, assim poderia preservar suas identidades ou seja sua historia e rituais de seus Orixás cultuados na Africa.
Dessa forma que os negros uniram seus Deuses em um único culto, identificando-os com os santos da igreja católica, com isso possibilitou a religião ser mantida nas senzalas. E foi assim que o negro pode reconstituir a familia africana, que foi esfacelada com o processo de escravidão. Foi a historia do negro no Brasil que possibilitou o surgimento dos cultos afros, e foi ai também que deu inicio ao sincretismo religioso em associar santos católicos com dos deuses africandos.
Muitas vezes foi o vinculo com a igreja que livrou muitos religiosos da persiguição policial e da destruição de seus terreiros, evidente que são tantas as coisas atreladas que não é mais possivel saber como seriam sem sincretismo, como por exemplo as datas comemorativas dos Orixás que hoje é tradição, a lavagem do bonfim na Bahia e as festas de Iemanja por todo Brasil. É preciso lembrar que tornar-se católico para o negro era uma questão de sobrevivência, hoje graças a Deus e os Orixás as certidões de nascimento são emitida pelos cartórios civis de pessoas naturais e a liberdade religiosa e assegurada a todos pela Carta Magna que é nossa Constituição Federativa do Brasil.
Hoje as leis no oferecem a espada, mostrando que a batalha pela vida deve ser enfrentada de pé com o exercito Branco de Oxalá. Temos portanto todos meios para vencer, basta fazer do nosso sonho um objetivo e buscar em nossas leis as armas para atingir tal objetivo. Para que todas as pessoas que professam os cultos afro fiquem cientes de seus direitos, é bom observar com atenção os artigos Constitucionais e as leis que podem e devem ser evocadas quando qualquer cidadão sentir-se prejudicado no que diz respeito a liberdade de crença religiosa.
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Constituição Federal de 1988
Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
(…)
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
(…)
XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
(…)
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º – O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm
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Código Penal
DECRETO-LEI N. 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940
Dos crimes contra a honra
Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
§ 1º O juiz pode deixar de aplicar a pena:
I – quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;
II – no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.
§ 2º Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa, alem da pena correspondente à violência.
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem:
Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (inserido pela Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997)
Dos crimes contra o sentimento religioso
LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989
Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.
(Alterada pelas Leis nº 8.081/90 e 9.459 / 97, LEI Nº 12.288/20.07.2010 já incluídas no texto)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.” (nova redação dada pela Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997)
(redação original) Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor.
Art. 2º (Vetado).
Art. 3º Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta, bem como das concessionárias de serviços públicos.
Pena: reclusão de dois a cinco anos.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, obstar a promoção funcional.” (NR) (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
Art. 4º Negar ou obstar emprego em empresa privada.
Pena: reclusão de dois a cinco anos.
§ 1o Incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação de raça ou de cor ou práticas resultantes do preconceito de descendência ou origem nacional ou étnica: (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
I – deixar de conceder os equipamentos necessários ao empregado em igualdade de condições com os demais trabalhadores; (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
II – impedir a ascensão funcional do empregado ou obstar outra forma de benefício profissional; (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
III – proporcionar ao empregado tratamento diferenciado no ambiente de trabalho, especialmente quanto ao salário. (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
§ 2o Ficará sujeito às penas de multa e de prestação de serviços à comunidade, incluindo atividades de promoção da igualdade racial, quem, em anúncios ou qualquer outra forma de recrutamento de trabalhadores, exigir aspectos de aparência próprios de raça ou etnia para emprego cujas atividades não justifiquem essas exigências.” (NR) (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
Art. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 6º Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau.
Pena: reclusão de três a cinco anos.
Parágrafo único. Se o crime for praticado contra menor de dezoito anos a pena é agravada de 1/3 (um terço).
Art. 7º Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem, ou qualquer estabelecimento similar.
Pena: reclusão de três a cinco anos.
Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 9º Impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos esportivos, casas de diversões, ou clubes sociais abertos ao público.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 10. Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros, barbearias, termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalidades.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 11. Impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou escada de acesso aos mesmos:
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 12. Impedir o acesso ou uso de transportes públicos, como aviões, navios barcas, barcos, ônibus, trens, metrô ou qualquer outro meio de transporte concedido.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 13. Impedir ou obstar o acesso de alguém ao serviço em qualquer ramo das Forças Armadas.
Pena: reclusão de dois a quatro anos.
Art. 14. Impedir ou obstar, por qualquer meio ou forma, o casamento ou convivência familiar e social.
Pena: reclusão de dois a quatro anos.
Art. 15. (Vetado).
Art. 16. Constitui efeito da condenação a perda do cargo ou função pública, para o servidor público, e a suspensão do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses.
Art. 17. (Vetado)
Art. 18. Os efeitos de que tratam os arts. 16 e 17 desta Lei não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença.
Art. 19. (Vetado).
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fim de divulgação do nazismo.
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena reclusão de dois a cinco anos e multa:
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
III – a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores. (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido.” (art. 20 e seus §§ com a nova redação da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997)
(redação original) Art. 20. Praticar, induzir ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou preconceito de raça, por religião, etnia ou procedência nacional.
Pena: reclusão de dois a cinco anos.
§ 1º Poderá o juiz determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
§ 2º Constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido”.( art. 20 e §§ inseridos pela Lei nº 8.081, de 21 de setembro de 1990)
Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 22. Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 5 de janeiro de 1989; 168º da Independência e 101º da República.
JOSÉ SARNEY
Paulo Brossard
http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1989/7716.htm
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DECRETO N° 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994
Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
Dos Principais Deveres do Servidor Público
XIV – São deveres fundamentais do servidor público:
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d1171.htm
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LEI AFONSO ARINOS
(Revogada pela LEI Nº 7.437, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1985)
Inclui entre as contravenções penais a prática de atos resultantes de preconceitos de raça ou de cor.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art 1º Constitui contravenção penal, punida nos termos desta Lei, a recusa, por parte de estabelecimento comercial ou de ensino de qualquer natureza, de hospedar, servir, atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de cor.
Parágrafo único. Será considerado agente da contravenção o diretor, gerente ou responsável pelo estabelecimento.
Art 2º Recusar alguém hospedagem em hotel, pensão, estalagem ou estabelecimento da mesma finalidade, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de três meses a um ano e multa de Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros) a Cr$20.000,00 (vinte mil cruzeiros).
Art 3º Recusar a venda de mercadorias e em lojas de qualquer gênero, ou atender clientes em restaurantes, bares, confeitarias e locais semelhantes, abertos ao público, onde se sirvam alimentos, bebidas, refrigerantes e guloseimas, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de quinze dias a três meses ou multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros).
Art 4º Recusar entrada em estabelecimento público, de diversões ou esporte, bem como em salões de barbearias ou cabeleireiros por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de quinze dias três meses ou multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros).
Art 5º Recusar inscrição de aluno em estabelecimentos de ensino de qualquer curso ou grau, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de três meses a um ano ou multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros).
Parágrafo único. Se se tratar de estabelecimento oficial de ensino, a pena será a perda do cargo para o agente, desde que apurada em inquérito regular.
Art 6º Obstar o acesso de alguém a qualquer cargo do funcionalismo público ou ao serviço em qualquer ramo das forças armadas, por preconceito de raça ou de cor. Pena: perda do cargo, depois de apurada a responsabilidade em inquérito regular, para o funcionário dirigente de repartição de que dependa a inscrição no concurso de habilitação dos candidatos.
Art 7º Negar emprego ou trabalho a alguém em autarquia, sociedade de economia mista, empresa concessionária de serviço público ou empresa privada, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de três meses a um ano e multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros), no caso de empresa privada; perda do cargo para o responsável pela recusa, no caso de autarquia, sociedade de economia mista e empresa concessionária de serviço público.
Art 8º Nos casos de reincidência, havidos em estabelecimentos particulares, poderá o juiz determinar a pena adicional de suspensão do funcionamento por prazo não superior a três meses.
Art 9º Esta Lei entrará em vigor quinze dias após a sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 3 de julho de 1951; 130º da Independência e 63º da República.
GETÚLIO VARGAS
Francisco Negrão de Lima
http://www6.senado.gov.br/legislacao/DetalhaDocumento.action?id=107750
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LEI CAÓ (Deu nova redação à lei Afonso Arinos)
LEI Nº 7.437, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1985
Incluí, entre as contravenções penais, a prática de atos resultantes de preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil, dando nova redação à Lei nº 1.390, de 3 de julho de 1951 – Lei Afonso Arinos.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art 1º – Constitui contravenção, punida nos termos desta Lei, a prática de atos resultantes de preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Art 2º – Será considerado agente de contravenção o diretor, gerente ou empregado do estabelecimento que incidir na prática referida no art. 1º desta Lei.
DAS CONTRAVENÇÕES
Art 3º – Recusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem ou estabelecimento de mesma finalidade, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa de 3 (três) a 10 (dez) vezes o maior valor de referência (MVR).
Art 4º – Recusar a venda de mercadoria em lojas de qualquer gênero ou o atendimento de clientes em restaurantes, bares, confeitarias ou locais semelhantes, abertos ao público, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR).
Art 5º – Recusar a entrada de alguém em estabelecimento público, de diversões ou de esporte, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR).
Art 6º – Recusar a entrada de alguém em qualquer tipo de estabelecimento comercial ou de prestação de serviço, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR).
Art 7º – Recusar a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR).
Parágrafo único – Se se tratar de estabelecimento oficial de ensino, a pena será a perda do cargo para o agente, desde que apurada em inquérito regular.
Art 8º – Obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público civil ou militar, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – perda do cargo, depois de apurada a responsabilidade em inquérito regular, para o funcionário dirigente da repartição de que dependa a inscrição no concurso de habilitação dos candidatos.
Art 9º – Negar emprego ou trabalho a alguém em autarquia, sociedade de economia mista, empresa concessionária de serviço público ou empresa privada, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR), no caso de empresa privada; perda do cargo para o responsável pela recusa, no caso de autarquia, sociedade de economia mista e empresa concessionária de serviço público.
Art 10 – Nos casos de reincidência havidos em estabelecimentos particulares, poderá o juiz determinar a pena adicional de suspensão do funcionamento, por prazo não superior a 3 (três) meses.
Art 11 – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art 12 – Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, em 20 de dezembro de 1985; 164º da Independência e 97º da República.
JOSÉ SARNEY
Fernando Lyra
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7437.htm
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LEI Nº 12.644, DE 16 DE MAIO DE 2012.
Institui o Dia Nacional da Umbanda.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional da Umbanda, que será comemorado, anualmente, em 15 de novembro.
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 16 de maio de 2012; 191o da Independência e 124o da República.
DILMA ROUSSEFF
Anna Maria Buarque de Hollanda
Luiza Helena de Bairros
Este texto não substitui o publicado no DOU de 17.5.2012
Fonte: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12644.htm
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Suas diferenças não eram apenas nos Deuses, mais incluiam os dialetos, os costumes, os traços culturais e até os traços étnicos. Os sudaneses por exemplo eram na sua maioria de origem Ioruba ou Ewe-Fon, que no Brasil passou a ser chamados Nago e Jeje e foram os que mais marcaram presença na religião na Bahia. A primeira preocupação dos senhores de engenho era desfazer esses laços, dispersando o grupo para evitar revolta de escravos, no entanto não demorou muito para que os negros adotassem o sincretismo dos senhores de engenho, assim poderia preservar suas identidades ou seja sua historia e rituais de seus Orixás cultuados na Africa.
Dessa forma que os negros uniram seus Deuses em um único culto, identificando-os com os santos da igreja católica, com isso possibilitou a religião ser mantida nas senzalas. E foi assim que o negro pode reconstituir a familia africana, que foi esfacelada com o processo de escravidão. Foi a historia do negro no Brasil que possibilitou o surgimento dos cultos afros, e foi ai também que deu inicio ao sincretismo religioso em associar santos católicos com dos deuses africandos.
Muitas vezes foi o vinculo com a igreja que livrou muitos religiosos da persiguição policial e da destruição de seus terreiros, evidente que são tantas as coisas atreladas que não é mais possivel saber como seriam sem sincretismo, como por exemplo as datas comemorativas dos Orixás que hoje é tradição, a lavagem do bonfim na Bahia e as festas de Iemanja por todo Brasil. É preciso lembrar que tornar-se católico para o negro era uma questão de sobrevivência, hoje graças a Deus e os Orixás as certidões de nascimento são emitida pelos cartórios civis de pessoas naturais e a liberdade religiosa e assegurada a todos pela Carta Magna que é nossa Constituição Federativa do Brasil.
Hoje as leis no oferecem a espada, mostrando que a batalha pela vida deve ser enfrentada de pé com o exercito Branco de Oxalá. Temos portanto todos meios para vencer, basta fazer do nosso sonho um objetivo e buscar em nossas leis as armas para atingir tal objetivo. Para que todas as pessoas que professam os cultos afro fiquem cientes de seus direitos, é bom observar com atenção os artigos Constitucionais e as leis que podem e devem ser evocadas quando qualquer cidadão sentir-se prejudicado no que diz respeito a liberdade de crença religiosa.
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Constituição Federal de 1988
Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
(…)
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
(…)
XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
(…)
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º – O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm
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Código Penal
DECRETO-LEI N. 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940
Dos crimes contra a honra
Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
§ 1º O juiz pode deixar de aplicar a pena:
I – quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;
II – no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.
§ 2º Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa, alem da pena correspondente à violência.
§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem:
Pena: reclusão de um a três anos e multa.” (inserido pela Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997)
Dos crimes contra o sentimento religioso
Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou
função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto
religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.
http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=102343
- - - - - - - - - - - - - - - -Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.
http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=102343
LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989
Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.
(Alterada pelas Leis nº 8.081/90 e 9.459 / 97, LEI Nº 12.288/20.07.2010 já incluídas no texto)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.” (nova redação dada pela Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997)
(redação original) Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor.
Art. 2º (Vetado).
Art. 3º Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta, bem como das concessionárias de serviços públicos.
Pena: reclusão de dois a cinco anos.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, obstar a promoção funcional.” (NR) (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
Art. 4º Negar ou obstar emprego em empresa privada.
Pena: reclusão de dois a cinco anos.
§ 1o Incorre na mesma pena quem, por motivo de discriminação de raça ou de cor ou práticas resultantes do preconceito de descendência ou origem nacional ou étnica: (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
I – deixar de conceder os equipamentos necessários ao empregado em igualdade de condições com os demais trabalhadores; (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
II – impedir a ascensão funcional do empregado ou obstar outra forma de benefício profissional; (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
III – proporcionar ao empregado tratamento diferenciado no ambiente de trabalho, especialmente quanto ao salário. (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
§ 2o Ficará sujeito às penas de multa e de prestação de serviços à comunidade, incluindo atividades de promoção da igualdade racial, quem, em anúncios ou qualquer outra forma de recrutamento de trabalhadores, exigir aspectos de aparência próprios de raça ou etnia para emprego cujas atividades não justifiquem essas exigências.” (NR) (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
Art. 5º Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 6º Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau.
Pena: reclusão de três a cinco anos.
Parágrafo único. Se o crime for praticado contra menor de dezoito anos a pena é agravada de 1/3 (um terço).
Art. 7º Impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem, ou qualquer estabelecimento similar.
Pena: reclusão de três a cinco anos.
Art. 8º Impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 9º Impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos esportivos, casas de diversões, ou clubes sociais abertos ao público.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 10. Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros, barbearias, termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalidades.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 11. Impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou escada de acesso aos mesmos:
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 12. Impedir o acesso ou uso de transportes públicos, como aviões, navios barcas, barcos, ônibus, trens, metrô ou qualquer outro meio de transporte concedido.
Pena: reclusão de um a três anos.
Art. 13. Impedir ou obstar o acesso de alguém ao serviço em qualquer ramo das Forças Armadas.
Pena: reclusão de dois a quatro anos.
Art. 14. Impedir ou obstar, por qualquer meio ou forma, o casamento ou convivência familiar e social.
Pena: reclusão de dois a quatro anos.
Art. 15. (Vetado).
Art. 16. Constitui efeito da condenação a perda do cargo ou função pública, para o servidor público, e a suspensão do funcionamento do estabelecimento particular por prazo não superior a três meses.
Art. 17. (Vetado)
Art. 18. Os efeitos de que tratam os arts. 16 e 17 desta Lei não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença.
Art. 19. (Vetado).
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fim de divulgação do nazismo.
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena reclusão de dois a cinco anos e multa:
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
III – a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores. (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)
§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido.” (art. 20 e seus §§ com a nova redação da Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997)
(redação original) Art. 20. Praticar, induzir ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou preconceito de raça, por religião, etnia ou procedência nacional.
Pena: reclusão de dois a cinco anos.
§ 1º Poderá o juiz determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
§ 2º Constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido”.( art. 20 e §§ inseridos pela Lei nº 8.081, de 21 de setembro de 1990)
Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 22. Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 5 de janeiro de 1989; 168º da Independência e 101º da República.
JOSÉ SARNEY
Paulo Brossard
http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1989/7716.htm
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DECRETO N° 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994
Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
Dos Principais Deveres do Servidor Público
XIV – São deveres fundamentais do servidor público:
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes dano moral;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d1171.htm
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LEI AFONSO ARINOS
(Revogada pela LEI Nº 7.437, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1985)
Inclui entre as contravenções penais a prática de atos resultantes de preconceitos de raça ou de cor.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art 1º Constitui contravenção penal, punida nos termos desta Lei, a recusa, por parte de estabelecimento comercial ou de ensino de qualquer natureza, de hospedar, servir, atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de cor.
Parágrafo único. Será considerado agente da contravenção o diretor, gerente ou responsável pelo estabelecimento.
Art 2º Recusar alguém hospedagem em hotel, pensão, estalagem ou estabelecimento da mesma finalidade, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de três meses a um ano e multa de Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros) a Cr$20.000,00 (vinte mil cruzeiros).
Art 3º Recusar a venda de mercadorias e em lojas de qualquer gênero, ou atender clientes em restaurantes, bares, confeitarias e locais semelhantes, abertos ao público, onde se sirvam alimentos, bebidas, refrigerantes e guloseimas, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de quinze dias a três meses ou multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros).
Art 4º Recusar entrada em estabelecimento público, de diversões ou esporte, bem como em salões de barbearias ou cabeleireiros por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de quinze dias três meses ou multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros).
Art 5º Recusar inscrição de aluno em estabelecimentos de ensino de qualquer curso ou grau, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de três meses a um ano ou multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros).
Parágrafo único. Se se tratar de estabelecimento oficial de ensino, a pena será a perda do cargo para o agente, desde que apurada em inquérito regular.
Art 6º Obstar o acesso de alguém a qualquer cargo do funcionalismo público ou ao serviço em qualquer ramo das forças armadas, por preconceito de raça ou de cor. Pena: perda do cargo, depois de apurada a responsabilidade em inquérito regular, para o funcionário dirigente de repartição de que dependa a inscrição no concurso de habilitação dos candidatos.
Art 7º Negar emprego ou trabalho a alguém em autarquia, sociedade de economia mista, empresa concessionária de serviço público ou empresa privada, por preconceito de raça ou de cor. Pena: prisão simples de três meses a um ano e multa de Cr$500,00 (quinhentos cruzeiros) a Cr$5.000,00 (cinco mil cruzeiros), no caso de empresa privada; perda do cargo para o responsável pela recusa, no caso de autarquia, sociedade de economia mista e empresa concessionária de serviço público.
Art 8º Nos casos de reincidência, havidos em estabelecimentos particulares, poderá o juiz determinar a pena adicional de suspensão do funcionamento por prazo não superior a três meses.
Art 9º Esta Lei entrará em vigor quinze dias após a sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 3 de julho de 1951; 130º da Independência e 63º da República.
GETÚLIO VARGAS
Francisco Negrão de Lima
http://www6.senado.gov.br/legislacao/DetalhaDocumento.action?id=107750
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LEI CAÓ (Deu nova redação à lei Afonso Arinos)
LEI Nº 7.437, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1985
Incluí, entre as contravenções penais, a prática de atos resultantes de preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil, dando nova redação à Lei nº 1.390, de 3 de julho de 1951 – Lei Afonso Arinos.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art 1º – Constitui contravenção, punida nos termos desta Lei, a prática de atos resultantes de preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Art 2º – Será considerado agente de contravenção o diretor, gerente ou empregado do estabelecimento que incidir na prática referida no art. 1º desta Lei.
DAS CONTRAVENÇÕES
Art 3º – Recusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem ou estabelecimento de mesma finalidade, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa de 3 (três) a 10 (dez) vezes o maior valor de referência (MVR).
Art 4º – Recusar a venda de mercadoria em lojas de qualquer gênero ou o atendimento de clientes em restaurantes, bares, confeitarias ou locais semelhantes, abertos ao público, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR).
Art 5º – Recusar a entrada de alguém em estabelecimento público, de diversões ou de esporte, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR).
Art 6º – Recusar a entrada de alguém em qualquer tipo de estabelecimento comercial ou de prestação de serviço, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR).
Art 7º – Recusar a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR).
Parágrafo único – Se se tratar de estabelecimento oficial de ensino, a pena será a perda do cargo para o agente, desde que apurada em inquérito regular.
Art 8º – Obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público civil ou militar, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – perda do cargo, depois de apurada a responsabilidade em inquérito regular, para o funcionário dirigente da repartição de que dependa a inscrição no concurso de habilitação dos candidatos.
Art 9º – Negar emprego ou trabalho a alguém em autarquia, sociedade de economia mista, empresa concessionária de serviço público ou empresa privada, por preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil.
Pena – prisão simples, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa de 1 (uma) a 3 (três) vezes o maior valor de referência (MVR), no caso de empresa privada; perda do cargo para o responsável pela recusa, no caso de autarquia, sociedade de economia mista e empresa concessionária de serviço público.
Art 10 – Nos casos de reincidência havidos em estabelecimentos particulares, poderá o juiz determinar a pena adicional de suspensão do funcionamento, por prazo não superior a 3 (três) meses.
Art 11 – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art 12 – Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, em 20 de dezembro de 1985; 164º da Independência e 97º da República.
JOSÉ SARNEY
Fernando Lyra
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7437.htm
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LEI Nº 12.644, DE 16 DE MAIO DE 2012.
Institui o Dia Nacional da Umbanda.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional da Umbanda, que será comemorado, anualmente, em 15 de novembro.
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 16 de maio de 2012; 191o da Independência e 124o da República.
DILMA ROUSSEFF
Anna Maria Buarque de Hollanda
Luiza Helena de Bairros
Este texto não substitui o publicado no DOU de 17.5.2012
Fonte: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12644.htm
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domingo, 5 de janeiro de 2014
Qualidades de Orixás
Qualidades de Orixás
O Existe sem duvida no Brasil uma questão muito polêmica sobre as multiplicidades dos orisas chamada por todos de qualidade de santo. Essa questão será esclarecida nessa coluna exaustivamente para que todos possam ter
acesso. Primeiro na África fica mais fácil o entendimento porque não há qualidade de santo; ou seja, em cada região cultua-se um determinado orisa que é considerado ancestral dessa região e, alguns orisas por sua importância acaba
sendo conhecido em vários lugares como é o caso de Sàngó, Orumila, etc... É de se saber que Esu é cultuado em todo território africano. Vejam bem: Osun da cidade de Osogbo é Osun Osogbo, da região de Iponda é a Osun de Iponda, Ogún da região de ire é Ogún de Ire (Onire: chefe de ire), do estado de Ondo é Ogún de Ondo. Na época do tráfico de escravos veio para o Brasil diversas etnias Ijesas, Oyos, Ibos, Ketus e cada qual trouxe seus costumes juntos com seus
orisas digamos particulares, e após a mistura dessas tribos e troca de informações entre eles cada sacerdote ou quem entendia de um determinado orisa trocaram fundamentos e a partir daí surgem as qualidades, e essa quantidade de
orisas presentes aqui no Brasil, sendo que o orisa é o mesmo com origens diferenciadas.
É claro que por ter origens diferenciadas seus cultos possuem particularidades religiosas e até mesmo culturais por exemplo: Oyá Petu tem seus fundamentos assim como Oyá Tope terá o seu, isso nada mais é, que uma passagem
do mesmo orisa por diversos lugares e cada povo passou a cultuá-lo de acordo com seus próprios costumes. Um exemplo mais nítido é que aqui fazemos muitos pratos para Osun com feijão fradinho, entretanto num determinado país não há esse feijão portanto foi substituído por um grão semelhante e assim puderam continuar com o culto a Osun sem a preocupação de importar o feijão fradinho.
Outro exemplo de orisa transformado em qualidade no Brasil é Osun kare, Kare é uma louvação à Osun quando se diz: Kare o Osun! A palavra kare também é uma espécie de bairro na África, logo Osun cultuada em kare é Osun kare, e por vai surgindo desordenadamente essa quantidade de orisa aqui no Brasil. Imagine um rio que atravessa todo território Nigeriano e, em suas margens diversas etnias que num determinado local algumas pessoas diria que ali é a morada de Osun Ijimu (cidade de Ijumu na região dos Ijesa), mais para frente em Iponda diria aqui é a morada de Osun Iponda, mais para frente, em Ede esse rio terá o culto de Ologun Ede, o chefe de guerra de Ede segundo sua mitologia, e serão diversos orisas cultuados num mesmo rio por diversas etnias com pequenas particularidades. Isso acontece
com todos orisas e suas mitologias fazem alusão a essas passagens e constantes peregrinação de seus sacerdotes quer por viajens comercias ou por guerras intertribais sempre espalharam seus orisas em outras regiões.
Outro fato interessante são títulos que algumas divindades possuem e foram transformadas em qualidades, por exemplo Ossosi akeran, akeran é um titulo de um determinado caçador (ancestral) com isso vamos na próxima edição analisar esses fatos e informar todas qualidades de orisa da nação keto que o sacerdote pode ou não mexer de acordo com o conhecimento de cada um, pois o nosso dever é informar sem a pretensão de nunca ser o dono da verdade. Na próxima edição vamos diferenciar, títulos de nomes de cidades, nomes tirados de cânticos que as pessoas insistem
em dizer que é qualidade de orisa.
Sobre a multiplicidade dos orisa.
Vamos separar a qualidade como é chamada no Brasil (em Cuba chama-se caminhos), dos títulos e de nomes tirados de cantigas como insistem pseudo sacerdotes. Já sabemos que os orisa são venerados com outros nomes em regiões diferentes como: Iroko (Yoruba), Loko (Gege), Sango (Oyo), Oranfe (Ife), isso torna o culto diferente. Temos também o segundo nome designando seu lugar de origem como Ogun Onire (Ire), Osun Kare (Kare),etc, também temos os orisa com outros nomes referentes as suas realizações como Ogun Mejeje refere-se as lutas contra as 7 cidades antes dele invadir Ire, Iya Ori a versão de Iyemanja como dona das cabeças, etc. Há portanto uma caracterização variada das principais divindades, ou seja, uma mesma divindade com vários nomes e, é isso que multiplica os orisas
aqui no Brasil.
Vamos começar com Esu o primogênito orisa criado por Olorun de matéria do planeta segundo sua mitologia, ele possui a função de executor, observador, mensageiro, líder, etc. Além dos nomes citados aqui que são epítetos e nomes de
cidades onde há seu culto, ele será batizado com outros nomes no momento de seu assentamento, ritual especifico e odu do dia. Não será escrito na grafia Yoruba para melhor entendimento do leitor.
Oba Iangui: o primeiro, foi dividido em varias partes segundo seus mito.
Agba: o ancestral, epíteto referente a sua antiguidade.
Alaketu: cultuado na cidade de ketu onde foi o primeiro senhor de ketu.
Ikoto: faz referencia ao elemento ikoto que é usado nos assentos esse objeto lembra o movimento que esu faz quando se move do jeito de um furacão.
Odara: fase benéfica quando ele não está transitando caoticamente.
Oduso: quando faz a função de guardião do jogo de búzios.
Igbaketa: o terceiro elemento, faz alusão ao domínios do orita e ao sistema
divinatório.
Akesan: quando exerce domínios sobre os comércios.
Jelu: nessa fase ele regula o crescimento dos seres diferenciados. Culto em
Ijelu.
Ina: quando e invocado na cerimônia do ipade regulamentando o ritual.
Onan: referencia aos bons caminhos, a maioria dos terreiros o tem, seu fundamento reza que não pode ser comprado nem ganhado e sim achado por acaso.
Ojise: com essa invocação ele fará sua função de mensageiro.
Eleru: transportador dos carregos rituais onde possui total domínio.
Elebo: possui as mesmas atribuições com caracterizações diferentes.
Ajonan: tinha seu culto forte na antiga região Ijesa.
Maleke: o mesmo citado acima.
Lodo: senhor dos rios, função delicada dado a conflitos de elementos
Loko: como ele é assexuado nessa fase tende ao masculino simbolizando virilidade e procriação.
Oguiri Oko: ligado aos caçadores e ao culto de Orumila-Ifa.
Enugbarijo: nessa forma esu passa a falar em nome de todos os orisas.
Agbo: o guardião do sistema divinatório de Orumila.
Eledu: estabelece seu poder sobre as cinzas, carvão e tudo que foi petrificado.
Olobe: domina a faca e objetos de corte é comum assenta-lo para pessoas que
possuem posto de Asogun.
Woro: vem da cidade do mesmo nome.
Marabo: aspecto de esu onde cumpre o papel de protetor Ma=verdadeiramente, Ra=envolver, bo=guardião. Também chamado de Barabo= esu da proteção, não confundi-lo com seu marabo da religião Umbandista.
Soroke: apenas um apelido, pois a palavra significa em português aquele que fala mais alto, portanto qualquer orisa pode ser soroke.
Ogún, Òsòósí e Ode
Lembrando que nem todos caçadores tomaram o titulo de Òsòósí e, na África, Òsòósí em certas regiões é feminino tomando o aspecto masculino no antigo reino de Ketu. Ode que dizer caçador, porém, nem todos Ode's são Òsòósí; Ijibu Ode, Ikija, Agbeokuta, são alguns lugares onde houve seu culto, pois seu culto, expandiu-se mesmo aqui no Brasil onde ele é lembrado como rei de Ketu, Ogún em outro aspecto foi chefe dos caçadores (Olode) entregando essa função mais tarde para seu irmão caçula Òsòósí para partir em buscas de suas inúmeras batalhas.
Já em certas mitologias o caçador passa a ser sua esposa Òsòósí L`Obirin Ogun, ou seja, Òsòósí é a esposa de Ogún, segundo o verso desse mito. Isso afirma o chamado enredo de santo aqui no Brasil quando se diz que para assentar Òsòósí temos que assentar Ogún e vice versa. Era costume africano quando os caçadores tinham que partir em busca de suas presas, louvarem Ogún para que tudo desse certo, de òrìsà secundário na África Òsòósí, passou a uma
condição importantíssima no Brasil sendo òrìsà patrono da nação Keto, senhor absoluto da cerimônia fúnebre do asesé, alguns cânticos fazem alusão a essa condição: Ode lo bi wa, ou seja, o caçador nos trouxe ao mundo. Eis alguns nomes
de Ogún/Òsòósí/Ode conhecidos, sobretudo no Brasil e seus aspectos, características, origem e particularidades:
Ogún Olode: epíteto do òrìsà destacando sua condição de chefe dos caçadores.
Ogún Je Ajá ou Ogúnjá: como ficou conhecido um de seus nomes em razão de sua preferência em receber cães como oferendas, um de seus mitos o liga a Osagìyán e Ìyémojá quanto a sua origem e como ele ajudou Osalá em seu reino fazendo ambos um trato.
Ogún Meje: aspecto do òrìsà lembrando sua realização em conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire) deixando em seu lugar seu filho Adahunsi.
Ogun Waris: nessa condição o òrìsà se apresenta muitas vezes com forças destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação patakori não lhe cabe, ao invés de agradá-lo ele se aborrece. Um de seus mitos narram que ele ficou
momentaneamente cego.
Ogún Onire: Quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia.
Ogún Masa: Um dos nomes bastante comum do òrìsà, segundo os antigos é um aspecto benéfico do òrìsà quando assim ele se apresenta.
Ogun Soroke: apenas um apelido que Ogún ganhou devido a sua condição extrovertida, soro = falar, ke= mais alto. Nossa historia registra o porque o chamam assim.
Ogún Alagbede: nesse aspecto o òrìsà assume o papel de pai do caçador e esposo de Ìyémojá Ogunte (uma outra versão de Ìyémojá) segundo um de seus inúmeros mitos.
Há vários nomes de Ogún fazendo alusão a cidade onde houve seu culto como Ogún Ondo da cidade de Ondo, Ekiti onde também há seu culto, etc. O òrìsà possui vários nomes na África como no Brasil e com isso ganha suas particularidades e
costumes.
Ode/Osossi
Há uma síntese sobre esse orisa na edição anterior, eis então suas várias formas de se apresentar:
Osossi akeran = um titulo do orisa;
Ossosi Nikati = um de seus nomes;
Osossi Golomi = um de seus nomes;
Ossosi fomin = um de seus nomes;
Ossosi Ibo = um de seus mitos o liga a Ossain;
Ossosi Onipapo = um dos antigos, tem culto a mais de um século no país;
Ossosi Orisambo = possui seu assentamento diferente dos demais;
Ossosi Echeui/Echeue = seu mito o liga a Ossayn e as vezes a Osalá segundo os "antigos";
Osossi Arole = uns de seus epítetos;
Ossosi Obaunlu = segundo registro há um assentamento deste orisa aqui no Brasil desde 1616 no ase de D. Olga de alaketu, é considerado o patrono de ketu;
Ossosi Beno = um dos mais antigos, detalhe tem assento aqui em São Paulo, cidade considerada emergente para tradições do candomblé Keto, com poucas casas antigas.
Ossosi DanaDana = aquele que ateou fogo ou roubou, um epíteto dos mais perigosos dado ao caçador.
Ode Wawa = epíteto do caçador;não se tem notícia do seu culto no Brasil;
Ode Wale = epíteto do caçador, não se tem notícia de seu culto no Brasil;
Ode Oregbeule = é um Irunmale, portanto acima do orisa foi um dos companheiros de Odudua em sua chegada na terra segundo sua mitologia;
Ode Otin = outro caçador confundido com Ossosi, sua lenda o identifica ora como uma caçadora ora como um caçador, contudo sua ligação com Ossosi é fato, Otin se apresenta sempre junto com ele a ponto de confundi-los;
Ode Karo = um do caçadores que também mora as margens de um rio é irmão de iguidinile.
Ode Ologunede = o chefe de guerra de Ede, titulo ganhado quando seu pai o entregou aos cuidados de Ogún;
Olo = senhor, gun = guerra, Ede = um lugar na áfrica. É filho de um outro caçador chamado Erinle tendo como mãe Osún Iponda. O posto de asogun, a priori, surge desse mito que o liga a Ogún companheiro de seu pai.
Possui outros nomes como Omo Alade, ou seja, o príncipe coroado. Não há qualidades de Logun como acreditam alguns tais como locibain, aro aro, etc., são apenas nomes tirados de cânticos, aliás aro quer dizer tanta coisa menos nome de
orisa. O nome Ibain é de um outro caçador homenageado nos cânticos de Ologun, esse caçador inclusive é o verdadeiro proprietário dos chifres tão importantes no culto. Oba L`Oge é um outro nome para esse orisa. É da região de Ijesa;
Ode Erinle = outro caçador confundido com Osossi no Brasil. Seu assento é completamente diferente dos demais, pois Erinle ou Inle é um orisa do rio do mesmo nome, o rio Erinle que corta a região de Ilobu na Nigéria. Encontra-se
seus mitos no odu Okaran-Ogbe e Odi-Obara. Sua esposa é Abatan pois é considerado médico e ela enfermeira, seu culto antecede o de Ossayn, o pássaro os representam. Ibojuto é a sua própria reencarnação representado pelo bastão
que vai em seu assentamento e tem a mesma importância do Ofa de Ossosi. Tem uma filha chamada Aguta que às vezes se apresenta como irmã ou como filha sendo sua mãe Ainan. Ode Otin se apresenta como sua filha, às vezes e ai é representado por uma enguia. Ainda temos Boiko como seu guardião, Asão seu amigo e Jobis seu ajudante. No Brasil o ligam a Osún e a Iyemanja pois segundo sua lenda é pela boca dela que ele fala, Erinle é um orisa andrógino e considerado o mais belo dos caçadores;
Ode Ibualama = uma outra versão para Erinle quando ele se apresenta mais ao fundo do rio, há um templo com esse nome na África fazendo alusão ao seu fundador. Aliás há vários templos mas todos são de um orisa só: Erinle nessa
situação o caçador traça um outro caminho e pactua seus mitos com Omolu, Osumare, Nana,etc. A montagem de seu Igba (cuia) também difere de um simples alguidar com um ofa para cima como é comum as pessoas não esclarecidas assim
fazer.
Ossayn, Omolu, Oluaye, Osumare, Nanan e Iroko
Ossayn = Também chamado Baba Ewe, Asiba, que são epítetos do orisa. Possui seu próprio sistema divinatório; o orisa exerce suas funções interligadas a Esu composto ao mesmo tempo em que ele. Kosi ewe, kosi orisa: Sem folhas, sem orisa.
Osumare = Chamado Araka seu epíteto. É o orisa do arco-íris e da transformação, não deve ser confundido com o vodun Becem que se apresenta como Dangbe, Bafun, Danwedo todos da família Danbira e cultuados em outra nação.
Omolu / Obaluaye = É como se apresenta o orisa sapata transmutando-se para formas conhecidas tais como: Agoro, Telu, Azaoni, Jagun, Possun, Arawe, Ajunsun, Afoman, etc, cada qual com suas particularidades.
Nanan = apresenta-se nas formas conhecidas como: Iyabahin, Salare, Buruku, Asainan, sem culto no Brasil. É sempre bom lembrar que muitos nomes são de lugares onde se cultua o orisa. Por exemplo: Ajunsun é o Rei de Savalu, assim
como Dangbe é o Rei do Gege, portanto são nomes que dão origem as suas formas:
Iroko = orisa da gameleira (no Brasil), controla a hemorragia humana.
Yabas são os Orisás femininos
Oba = orisa guerreira é única em seu aspecto.
Ewá = orisa guerreira única em seu aspecto.
Osún Opara = a orisa se apresenta jovem e guerreira.
Osún Iponda = jovem e guerreira, da cidade de Iponda.
Osún Ajagura = jovem e guerreira, nação nagô - Oyo, Pernambuco.
Osún Aboto = aspecto maduro da orisa.
Osún Ijimun = aspecto idosa e dada as feitiçarias, ligação com Iami Eleye.
Osún Iberin = aspecto maduro da orisa, nessa forma não desce nas cabeças.
Osún Ipetu = aspecto maduro da orisa.
Osún Ikole = seu mito a liga a Iemanjá e Ode Erinle, transformou-se numa ave.
Osún Popolokun = Conta os antigos que não vem mais, será?
Osún Osogbo = ela deu oringem ao nome da cidade de Osogbo.
Osún Ioke = Se apresenta como caçadora.
Osún Kare = Um de seus títulos, Kare tem seu próprio nome que poucos conhecem.
Iyeyeo Ominibu = epíteto da Osún.
Iyemonja Ogunte = orisa se apresenta jovem e guerreira.
Iyemonja Yasessu = assume a maternidade de Sàngó é ranzinza e respeitável.
Iyemonja Saba = uma das formas da mãe.
Iyemonja Maleleo = não se obteve noticias desse aspecto no Brasil.
Iyemonja konla = seu mito conta que ela afoga os pescadores.
Iyemonja Ataramaba = Nessa forma ela está no colo de sua mãe olokun.
Iyemonja Ogunde = aspecto da orisa cultuado no Nagô em Pernambuco.
Iyemonja Iyá Ori = nessa forma ela assume todas as cabeças mortais.
Iyamasse = forma de quando ela é definitivamente mãe de Sàngó.
Iyemonja Araseyn = fuxico com Ossayn.
Oyá Lesseyen = uma das Igbales que mora no próprio Lesseyen.
Oyá Egunita = orisa Igbale.
Oyá Foman = orisa Igbale.
Oyá Ate Oju = orisa Igbale aspecto dificil de Oyá quando caminha com Nana.
Oyá Tope = uma de suas formas.
Oyá Mesan = um de seus epítetos.
Oyá Onira = rainha da cidade de Ira.
Oyá Logunere = uma de suas formas.
Oyá Agangbele = esse caminho mostra a dificuldade quando a geração de filhos.
Oyá Petu = nesse aspecto ela convive com Sàngó.
Oyá Arira = uma de suas formas.
Oyá Ogaraju = uma das mais antigas no Brasil.
Oyá doluo = eró ossayn; culto Nagô.
Oyá Kodun = eró com Osaguian.
Oyá Bamila = eró Olufon.
Oyá Kedimolu = eró Osumare = Omolu.
Cleide Pizani
O Existe sem duvida no Brasil uma questão muito polêmica sobre as multiplicidades dos orisas chamada por todos de qualidade de santo. Essa questão será esclarecida nessa coluna exaustivamente para que todos possam ter
acesso. Primeiro na África fica mais fácil o entendimento porque não há qualidade de santo; ou seja, em cada região cultua-se um determinado orisa que é considerado ancestral dessa região e, alguns orisas por sua importância acaba
sendo conhecido em vários lugares como é o caso de Sàngó, Orumila, etc... É de se saber que Esu é cultuado em todo território africano. Vejam bem: Osun da cidade de Osogbo é Osun Osogbo, da região de Iponda é a Osun de Iponda, Ogún da região de ire é Ogún de Ire (Onire: chefe de ire), do estado de Ondo é Ogún de Ondo. Na época do tráfico de escravos veio para o Brasil diversas etnias Ijesas, Oyos, Ibos, Ketus e cada qual trouxe seus costumes juntos com seus
orisas digamos particulares, e após a mistura dessas tribos e troca de informações entre eles cada sacerdote ou quem entendia de um determinado orisa trocaram fundamentos e a partir daí surgem as qualidades, e essa quantidade de
orisas presentes aqui no Brasil, sendo que o orisa é o mesmo com origens diferenciadas.
É claro que por ter origens diferenciadas seus cultos possuem particularidades religiosas e até mesmo culturais por exemplo: Oyá Petu tem seus fundamentos assim como Oyá Tope terá o seu, isso nada mais é, que uma passagem
do mesmo orisa por diversos lugares e cada povo passou a cultuá-lo de acordo com seus próprios costumes. Um exemplo mais nítido é que aqui fazemos muitos pratos para Osun com feijão fradinho, entretanto num determinado país não há esse feijão portanto foi substituído por um grão semelhante e assim puderam continuar com o culto a Osun sem a preocupação de importar o feijão fradinho.
Outro exemplo de orisa transformado em qualidade no Brasil é Osun kare, Kare é uma louvação à Osun quando se diz: Kare o Osun! A palavra kare também é uma espécie de bairro na África, logo Osun cultuada em kare é Osun kare, e por vai surgindo desordenadamente essa quantidade de orisa aqui no Brasil. Imagine um rio que atravessa todo território Nigeriano e, em suas margens diversas etnias que num determinado local algumas pessoas diria que ali é a morada de Osun Ijimu (cidade de Ijumu na região dos Ijesa), mais para frente em Iponda diria aqui é a morada de Osun Iponda, mais para frente, em Ede esse rio terá o culto de Ologun Ede, o chefe de guerra de Ede segundo sua mitologia, e serão diversos orisas cultuados num mesmo rio por diversas etnias com pequenas particularidades. Isso acontece
com todos orisas e suas mitologias fazem alusão a essas passagens e constantes peregrinação de seus sacerdotes quer por viajens comercias ou por guerras intertribais sempre espalharam seus orisas em outras regiões.
Outro fato interessante são títulos que algumas divindades possuem e foram transformadas em qualidades, por exemplo Ossosi akeran, akeran é um titulo de um determinado caçador (ancestral) com isso vamos na próxima edição analisar esses fatos e informar todas qualidades de orisa da nação keto que o sacerdote pode ou não mexer de acordo com o conhecimento de cada um, pois o nosso dever é informar sem a pretensão de nunca ser o dono da verdade. Na próxima edição vamos diferenciar, títulos de nomes de cidades, nomes tirados de cânticos que as pessoas insistem
em dizer que é qualidade de orisa.
Sobre a multiplicidade dos orisa.
Vamos separar a qualidade como é chamada no Brasil (em Cuba chama-se caminhos), dos títulos e de nomes tirados de cantigas como insistem pseudo sacerdotes. Já sabemos que os orisa são venerados com outros nomes em regiões diferentes como: Iroko (Yoruba), Loko (Gege), Sango (Oyo), Oranfe (Ife), isso torna o culto diferente. Temos também o segundo nome designando seu lugar de origem como Ogun Onire (Ire), Osun Kare (Kare),etc, também temos os orisa com outros nomes referentes as suas realizações como Ogun Mejeje refere-se as lutas contra as 7 cidades antes dele invadir Ire, Iya Ori a versão de Iyemanja como dona das cabeças, etc. Há portanto uma caracterização variada das principais divindades, ou seja, uma mesma divindade com vários nomes e, é isso que multiplica os orisas
aqui no Brasil.
Vamos começar com Esu o primogênito orisa criado por Olorun de matéria do planeta segundo sua mitologia, ele possui a função de executor, observador, mensageiro, líder, etc. Além dos nomes citados aqui que são epítetos e nomes de
cidades onde há seu culto, ele será batizado com outros nomes no momento de seu assentamento, ritual especifico e odu do dia. Não será escrito na grafia Yoruba para melhor entendimento do leitor.
Oba Iangui: o primeiro, foi dividido em varias partes segundo seus mito.
Agba: o ancestral, epíteto referente a sua antiguidade.
Alaketu: cultuado na cidade de ketu onde foi o primeiro senhor de ketu.
Ikoto: faz referencia ao elemento ikoto que é usado nos assentos esse objeto lembra o movimento que esu faz quando se move do jeito de um furacão.
Odara: fase benéfica quando ele não está transitando caoticamente.
Oduso: quando faz a função de guardião do jogo de búzios.
Igbaketa: o terceiro elemento, faz alusão ao domínios do orita e ao sistema
divinatório.
Akesan: quando exerce domínios sobre os comércios.
Jelu: nessa fase ele regula o crescimento dos seres diferenciados. Culto em
Ijelu.
Ina: quando e invocado na cerimônia do ipade regulamentando o ritual.
Onan: referencia aos bons caminhos, a maioria dos terreiros o tem, seu fundamento reza que não pode ser comprado nem ganhado e sim achado por acaso.
Ojise: com essa invocação ele fará sua função de mensageiro.
Eleru: transportador dos carregos rituais onde possui total domínio.
Elebo: possui as mesmas atribuições com caracterizações diferentes.
Ajonan: tinha seu culto forte na antiga região Ijesa.
Maleke: o mesmo citado acima.
Lodo: senhor dos rios, função delicada dado a conflitos de elementos
Loko: como ele é assexuado nessa fase tende ao masculino simbolizando virilidade e procriação.
Oguiri Oko: ligado aos caçadores e ao culto de Orumila-Ifa.
Enugbarijo: nessa forma esu passa a falar em nome de todos os orisas.
Agbo: o guardião do sistema divinatório de Orumila.
Eledu: estabelece seu poder sobre as cinzas, carvão e tudo que foi petrificado.
Olobe: domina a faca e objetos de corte é comum assenta-lo para pessoas que
possuem posto de Asogun.
Woro: vem da cidade do mesmo nome.
Marabo: aspecto de esu onde cumpre o papel de protetor Ma=verdadeiramente, Ra=envolver, bo=guardião. Também chamado de Barabo= esu da proteção, não confundi-lo com seu marabo da religião Umbandista.
Soroke: apenas um apelido, pois a palavra significa em português aquele que fala mais alto, portanto qualquer orisa pode ser soroke.
Ogún, Òsòósí e Ode
Lembrando que nem todos caçadores tomaram o titulo de Òsòósí e, na África, Òsòósí em certas regiões é feminino tomando o aspecto masculino no antigo reino de Ketu. Ode que dizer caçador, porém, nem todos Ode's são Òsòósí; Ijibu Ode, Ikija, Agbeokuta, são alguns lugares onde houve seu culto, pois seu culto, expandiu-se mesmo aqui no Brasil onde ele é lembrado como rei de Ketu, Ogún em outro aspecto foi chefe dos caçadores (Olode) entregando essa função mais tarde para seu irmão caçula Òsòósí para partir em buscas de suas inúmeras batalhas.
Já em certas mitologias o caçador passa a ser sua esposa Òsòósí L`Obirin Ogun, ou seja, Òsòósí é a esposa de Ogún, segundo o verso desse mito. Isso afirma o chamado enredo de santo aqui no Brasil quando se diz que para assentar Òsòósí temos que assentar Ogún e vice versa. Era costume africano quando os caçadores tinham que partir em busca de suas presas, louvarem Ogún para que tudo desse certo, de òrìsà secundário na África Òsòósí, passou a uma
condição importantíssima no Brasil sendo òrìsà patrono da nação Keto, senhor absoluto da cerimônia fúnebre do asesé, alguns cânticos fazem alusão a essa condição: Ode lo bi wa, ou seja, o caçador nos trouxe ao mundo. Eis alguns nomes
de Ogún/Òsòósí/Ode conhecidos, sobretudo no Brasil e seus aspectos, características, origem e particularidades:
Ogún Olode: epíteto do òrìsà destacando sua condição de chefe dos caçadores.
Ogún Je Ajá ou Ogúnjá: como ficou conhecido um de seus nomes em razão de sua preferência em receber cães como oferendas, um de seus mitos o liga a Osagìyán e Ìyémojá quanto a sua origem e como ele ajudou Osalá em seu reino fazendo ambos um trato.
Ogún Meje: aspecto do òrìsà lembrando sua realização em conquistar a sétima aldeia que se chamava Ire (Meje Ire) deixando em seu lugar seu filho Adahunsi.
Ogun Waris: nessa condição o òrìsà se apresenta muitas vezes com forças destrutivas e violentas. Segundo os antigos a louvação patakori não lhe cabe, ao invés de agradá-lo ele se aborrece. Um de seus mitos narram que ele ficou
momentaneamente cego.
Ogún Onire: Quando passou a reinar em Ire, Oni = senhor, Ire = aldeia.
Ogún Masa: Um dos nomes bastante comum do òrìsà, segundo os antigos é um aspecto benéfico do òrìsà quando assim ele se apresenta.
Ogun Soroke: apenas um apelido que Ogún ganhou devido a sua condição extrovertida, soro = falar, ke= mais alto. Nossa historia registra o porque o chamam assim.
Ogún Alagbede: nesse aspecto o òrìsà assume o papel de pai do caçador e esposo de Ìyémojá Ogunte (uma outra versão de Ìyémojá) segundo um de seus inúmeros mitos.
Há vários nomes de Ogún fazendo alusão a cidade onde houve seu culto como Ogún Ondo da cidade de Ondo, Ekiti onde também há seu culto, etc. O òrìsà possui vários nomes na África como no Brasil e com isso ganha suas particularidades e
costumes.
Ode/Osossi
Há uma síntese sobre esse orisa na edição anterior, eis então suas várias formas de se apresentar:
Osossi akeran = um titulo do orisa;
Ossosi Nikati = um de seus nomes;
Osossi Golomi = um de seus nomes;
Ossosi fomin = um de seus nomes;
Ossosi Ibo = um de seus mitos o liga a Ossain;
Ossosi Onipapo = um dos antigos, tem culto a mais de um século no país;
Ossosi Orisambo = possui seu assentamento diferente dos demais;
Ossosi Echeui/Echeue = seu mito o liga a Ossayn e as vezes a Osalá segundo os "antigos";
Osossi Arole = uns de seus epítetos;
Ossosi Obaunlu = segundo registro há um assentamento deste orisa aqui no Brasil desde 1616 no ase de D. Olga de alaketu, é considerado o patrono de ketu;
Ossosi Beno = um dos mais antigos, detalhe tem assento aqui em São Paulo, cidade considerada emergente para tradições do candomblé Keto, com poucas casas antigas.
Ossosi DanaDana = aquele que ateou fogo ou roubou, um epíteto dos mais perigosos dado ao caçador.
Ode Wawa = epíteto do caçador;não se tem notícia do seu culto no Brasil;
Ode Wale = epíteto do caçador, não se tem notícia de seu culto no Brasil;
Ode Oregbeule = é um Irunmale, portanto acima do orisa foi um dos companheiros de Odudua em sua chegada na terra segundo sua mitologia;
Ode Otin = outro caçador confundido com Ossosi, sua lenda o identifica ora como uma caçadora ora como um caçador, contudo sua ligação com Ossosi é fato, Otin se apresenta sempre junto com ele a ponto de confundi-los;
Ode Karo = um do caçadores que também mora as margens de um rio é irmão de iguidinile.
Ode Ologunede = o chefe de guerra de Ede, titulo ganhado quando seu pai o entregou aos cuidados de Ogún;
Olo = senhor, gun = guerra, Ede = um lugar na áfrica. É filho de um outro caçador chamado Erinle tendo como mãe Osún Iponda. O posto de asogun, a priori, surge desse mito que o liga a Ogún companheiro de seu pai.
Possui outros nomes como Omo Alade, ou seja, o príncipe coroado. Não há qualidades de Logun como acreditam alguns tais como locibain, aro aro, etc., são apenas nomes tirados de cânticos, aliás aro quer dizer tanta coisa menos nome de
orisa. O nome Ibain é de um outro caçador homenageado nos cânticos de Ologun, esse caçador inclusive é o verdadeiro proprietário dos chifres tão importantes no culto. Oba L`Oge é um outro nome para esse orisa. É da região de Ijesa;
Ode Erinle = outro caçador confundido com Osossi no Brasil. Seu assento é completamente diferente dos demais, pois Erinle ou Inle é um orisa do rio do mesmo nome, o rio Erinle que corta a região de Ilobu na Nigéria. Encontra-se
seus mitos no odu Okaran-Ogbe e Odi-Obara. Sua esposa é Abatan pois é considerado médico e ela enfermeira, seu culto antecede o de Ossayn, o pássaro os representam. Ibojuto é a sua própria reencarnação representado pelo bastão
que vai em seu assentamento e tem a mesma importância do Ofa de Ossosi. Tem uma filha chamada Aguta que às vezes se apresenta como irmã ou como filha sendo sua mãe Ainan. Ode Otin se apresenta como sua filha, às vezes e ai é representado por uma enguia. Ainda temos Boiko como seu guardião, Asão seu amigo e Jobis seu ajudante. No Brasil o ligam a Osún e a Iyemanja pois segundo sua lenda é pela boca dela que ele fala, Erinle é um orisa andrógino e considerado o mais belo dos caçadores;
Ode Ibualama = uma outra versão para Erinle quando ele se apresenta mais ao fundo do rio, há um templo com esse nome na África fazendo alusão ao seu fundador. Aliás há vários templos mas todos são de um orisa só: Erinle nessa
situação o caçador traça um outro caminho e pactua seus mitos com Omolu, Osumare, Nana,etc. A montagem de seu Igba (cuia) também difere de um simples alguidar com um ofa para cima como é comum as pessoas não esclarecidas assim
fazer.
Ossayn, Omolu, Oluaye, Osumare, Nanan e Iroko
Ossayn = Também chamado Baba Ewe, Asiba, que são epítetos do orisa. Possui seu próprio sistema divinatório; o orisa exerce suas funções interligadas a Esu composto ao mesmo tempo em que ele. Kosi ewe, kosi orisa: Sem folhas, sem orisa.
Osumare = Chamado Araka seu epíteto. É o orisa do arco-íris e da transformação, não deve ser confundido com o vodun Becem que se apresenta como Dangbe, Bafun, Danwedo todos da família Danbira e cultuados em outra nação.
Omolu / Obaluaye = É como se apresenta o orisa sapata transmutando-se para formas conhecidas tais como: Agoro, Telu, Azaoni, Jagun, Possun, Arawe, Ajunsun, Afoman, etc, cada qual com suas particularidades.
Nanan = apresenta-se nas formas conhecidas como: Iyabahin, Salare, Buruku, Asainan, sem culto no Brasil. É sempre bom lembrar que muitos nomes são de lugares onde se cultua o orisa. Por exemplo: Ajunsun é o Rei de Savalu, assim
como Dangbe é o Rei do Gege, portanto são nomes que dão origem as suas formas:
Iroko = orisa da gameleira (no Brasil), controla a hemorragia humana.
Yabas são os Orisás femininos
Oba = orisa guerreira é única em seu aspecto.
Ewá = orisa guerreira única em seu aspecto.
Osún Opara = a orisa se apresenta jovem e guerreira.
Osún Iponda = jovem e guerreira, da cidade de Iponda.
Osún Ajagura = jovem e guerreira, nação nagô - Oyo, Pernambuco.
Osún Aboto = aspecto maduro da orisa.
Osún Ijimun = aspecto idosa e dada as feitiçarias, ligação com Iami Eleye.
Osún Iberin = aspecto maduro da orisa, nessa forma não desce nas cabeças.
Osún Ipetu = aspecto maduro da orisa.
Osún Ikole = seu mito a liga a Iemanjá e Ode Erinle, transformou-se numa ave.
Osún Popolokun = Conta os antigos que não vem mais, será?
Osún Osogbo = ela deu oringem ao nome da cidade de Osogbo.
Osún Ioke = Se apresenta como caçadora.
Osún Kare = Um de seus títulos, Kare tem seu próprio nome que poucos conhecem.
Iyeyeo Ominibu = epíteto da Osún.
Iyemonja Ogunte = orisa se apresenta jovem e guerreira.
Iyemonja Yasessu = assume a maternidade de Sàngó é ranzinza e respeitável.
Iyemonja Saba = uma das formas da mãe.
Iyemonja Maleleo = não se obteve noticias desse aspecto no Brasil.
Iyemonja konla = seu mito conta que ela afoga os pescadores.
Iyemonja Ataramaba = Nessa forma ela está no colo de sua mãe olokun.
Iyemonja Ogunde = aspecto da orisa cultuado no Nagô em Pernambuco.
Iyemonja Iyá Ori = nessa forma ela assume todas as cabeças mortais.
Iyamasse = forma de quando ela é definitivamente mãe de Sàngó.
Iyemonja Araseyn = fuxico com Ossayn.
Oyá Lesseyen = uma das Igbales que mora no próprio Lesseyen.
Oyá Egunita = orisa Igbale.
Oyá Foman = orisa Igbale.
Oyá Ate Oju = orisa Igbale aspecto dificil de Oyá quando caminha com Nana.
Oyá Tope = uma de suas formas.
Oyá Mesan = um de seus epítetos.
Oyá Onira = rainha da cidade de Ira.
Oyá Logunere = uma de suas formas.
Oyá Agangbele = esse caminho mostra a dificuldade quando a geração de filhos.
Oyá Petu = nesse aspecto ela convive com Sàngó.
Oyá Arira = uma de suas formas.
Oyá Ogaraju = uma das mais antigas no Brasil.
Oyá doluo = eró ossayn; culto Nagô.
Oyá Kodun = eró com Osaguian.
Oyá Bamila = eró Olufon.
Oyá Kedimolu = eró Osumare = Omolu.
Cleide Pizani
CARGOS NA CASA DE SANTO
CARGOS NA CASA DE SANTO
A hierarquia do candomblé:
Os Cargos dentro da casa de candomblé
O candomblé é uma religião que muito teve que lutar pra chegar até os dias de hoje, um dos fatores que manteve a sua sobrevivência foi a hierarquia. A hierarquia dentro de uma casa de candomblé sempre foi inquestionável e está .
Primeiro vamos ver os cargos que também designam uma hierarquia dentro de uma casa de Ketu:
- Yalorixá/Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
- Yaegbe/baegbeé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia.
- Iyalaxé: Mãe do axé, a que distribui o axé.
- Iyakekere Babakekere: Mãe / Pai pequeno do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.
- Ojubonã: É a mãe criadeira.
- Iyamoro: Responsável pelo Ipadê de Exú.
- Iyaefun / Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iyawos.
- Iyadagan: Auxilia a Iyamoro.
- Iyabassê: Responsável no preparo dos alimentos sagrados.
- Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
- Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas.
- Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
- Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê.
- Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
- Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar recolhido.
- Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
- Babalossayn: Responsável pela colheita das folhas. Kosí Ewé, Kosí Orixá.
- Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hierarquia.
- Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Trabalha em conjunto com Iyalorixá / Babalorixá, iniciados e Ogans. Não pode errar.
- Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens.
- Iyalorixá ou Babalorixá: A palavra iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
- Iyaquequerê (mulher): mãe pequena, segunda sacerdotisa.
- Babaquequerê (homem): pai pequeno, segundo sacerdote.
- Iyalaxé (mulher): cuida dos objetos ritual.
- Agibonã: mãe criadeira supervisiona e ajuda na iniciação
- Ebômi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho).
- Iyabassê: (mulher): responsável pela preparação das comidas de santo
- Iaô: filho-de-santo (que já incorpora Orixás).
- Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
- Axogun: responsável pelo sacrifício dos animais. (não entram em transe).
- Alagbê: Responsável pelos atabaques e pelos toques. (não entram em transe).
- Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).
- Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil. (em edição)
Lembro aqui que o primeiro
povo a chegar no Brasil, foram os Banto (ou Bantu), o segundo Os Nago
trazendo a Nação Ketu e por último os Ewe-Fon que aqui passaram a ser
denominados como Djeje, hoje uma grande Nação.
A hierarquia do candomblé Jeje:
No Jeje-Mahi
A hierarquia do candomblé Jeje:
No Jeje-Mahi
- Doté é o pai-de-santo, cargo ilustre do filho de Sogbô
- Doné é a mãe-de-santo, cargo feminino na casa Jeje, similar à Yalorixá
Os vodun-ses da família de
Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviuno, do sexo
masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné
No Jeje-Mina
No Jeje-Mina
- Toivoduno
- Noche
No Kwe Ceja Undé
- Gaiacú, cargo exclusivamente feminino
- Ekede
Os cargos de Ogan na nação
Jeje são assim classificados: Pejigan que é o primeiro Ogan da casa
Jeje. A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar
sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor". O segundo
é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os
atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje. No Ketu, os atabaques são
chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó,
Arrow, Arrontodé, etc.
A hierarquia do candomblé Bantu :
Este povo chegou ao período colonial cuja economia era a cana de açúcar
Títulos Hierárquicos Bantu, Angola, Congo
A hierarquia do candomblé Bantu :
Este povo chegou ao período colonial cuja economia era a cana de açúcar
Títulos Hierárquicos Bantu, Angola, Congo
- Um - Tata Nkisi - Zelador.
- Dois - Mametu Nkisi - Zeladora.
- Três - Tata Ndenge - pai pequeno.
- Quatro - Mametu Ndenge - Mãe pequena (há quem chame de Kota Tororó, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida).
- Cinco - Tata Nganga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa.
- Seis - Kambondos - Ogãs.
- 7 - Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
- Oito - Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
- Nove - Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.
- 10 - Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de exu (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher menstrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não menstrua mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
- 11 - Mametu Mukamba - Cozinheira da casa, que por sua vez, deve de preferência ser uma senhora de idade e que não menstrue mais.
- 12 - Mametu Ndemburo - Mãe criadeira da casa (Ndemburo = runko).
- 13 - Kota ou Maganga - Em outras nações EKEJI (todos os mais velhos que já passaram dos sete anos, mesmo sem dar obrigação, ou que estão presentes na casa, também são chamados de Kota).
- 14 - Tata Nganga Muzambù - babalawo- pessoa preparada para jogar búzios.
- 15 - Kutala - Herdeiro da casa.
- 16 - Mona Nkisi - Filho de santo.
- 17 - Mona Muhatu Wá Nkisi - Filha de santo (mulher).
- 18 - Mona Diala Wá Nkisi - Filho de santo (homem).
- 19 - Tata Numbi - Não rodante que trata de babá Egun (Ojé).
Sacerdotes na África
- BANTU (ANGOLA-KONGO).
- Kubama.................. adivinhador de 1a categoria.
- Tabi.................... adivinhador de 2a categoria.
- Nganga-a-ngombo......... adivinhador de 3a categoria.
- Kimbanda................ feiticeiro ou curandeiro.
- Nganga-a-mukixi......... sacerdote no culto de possessão (Angola).
- Niganga-a-nikisi........ sacerdote do culto de possessão (Kongo).
- Mukúa-umbanda........... sacerdote do culto de possessão (Angola-Kongo).
Divisão Sacerdotais no Brasil
- (ANGOLA-KONGO)
- Mametu ria mukixi...... sacerdotisa no Angola.
- Tateto ria mukixi...... sacerdote no Angola.
- Nengua-a-nkisi.......... sacerdotisa no Kongo.
- Nganga-a-nikisi......... sacerdote no Kongo.
- Mametu ndenge.......... mãe pequena no Angola.
- Tateto ndenge.......... Pai pequeno no Angola.
- Nengua ndumba........... mãe pequena no Kongo.
- Nganga ndumba........... pai pequeno no Kongo.
- Kambundo ou Kambondo.... todos os homens confirmados.
- Kimbanda................ Feiticeiro, curandeiro.
- Kisasba................. pai das sagradas folhas.
- Tata utala.............. pai do altar.
- Kivonda................. Sacrificador de animais (Kongo).
- Kambondo poko........... sacrificador de animais (Angola).
- Kuxika ia ngombe........ Tocador (congo).
- Muxiki.................. tocador( Angola).
- Njimbidi................ cantador.
- Kambondo mabaia......... responsável pelo barracão.
Kota.................... todas as mulheres confirmadas.
- Kota mbakisi............ responsável pelas divindades.
- Hongolo matona.......... especialista nas pinturas corporais.
- Kota ambelai............ toma conta e atende aos iniciados.
- Kota kididii............ toma conta de tudo mantém a paz.
- Kota rifula............. responsável em preparar as comidas sagradas.
- Mosoioio................ as (os) mais antigas.
- Kota maganza............ titulo título alcançado após a obrigação de 21 anos.
- Maganza................. título dado aos iniciados.
- Uandumba................ designa a pessoa durante a fase iniciatória.
- Ndumbe.................. designa a pessoa não iniciada
Catiços, Encantados, Caboclos, boiadeiros, Exus, ...
Este é um assunto de muita polêmica no
candomblé. Sabemos que os candomblés tradicionais somente faz culto aos
Orixás, Voduns ou Nkissis, conforme sua nação (Keto, Angola, Efon,
Jeje, etc).
Entretanto, hoje a maioria das casas
de candomblé faz festas de catiços, conhecidas como festa ou toque de
caboclo, festa de exu, que são entidades ou espíritos que vêem para
comunicar-se com o povo do santo. Acredita-se que a origem dessa mudança
deve-se a muitos dos sacerdotes do candomblé ter sua origem nas casas
de candomblé de caboclo ou até na umbanda e posteriormente passaram para
o culto aos Orixás, conservando suas origens.
Salientamos ainda que há uma grande
diferença entre o Orixá Exú e a entidade Exu. O primeiro trata-se de um
Orixá, uma energia da natureza. Já o segundo, a entidade Exu, é um
catiço que viveu em terra e morreu, voltando como espírito que incorpora
um médium para atender, dar consulta ou receber seus agrados.
Catiço - Cantigas de Exu e Pomba Gira
Cantigas de Exú
Portão de ferro,
Cadeado de madeira...
Portão de ferro,
Cadeado de madeira...
É no portão do cemitério,
Onde mora o Exú Caveira !
É no portão do cemitério,
Onde mora Exú Caveira !
O sino da igrejinha faz belém blêm blom !
O sino da igrejinha faz belém blêm blom !
Deu meia-noite o galo já cantou,
Seu Tranca-Ruas que é dono da gira,
Corre gira que Ogun mandou !
Vinha caminhando pela rua,
Quando avistei um vulto,
E fui ver que era...
Quem era? ô ! Quem era?
Era Tiriri ô !
Na encruza, era !
Todo dia a nega pensa,
Que eu saio e vou trabalhar,
Coloco meu baralho no bolso,
Meu cachecol no pescoço,
E vou pra Barão de Mauá...
Trabalhar,trabalhar...
Trabalhar pra quê?
Se eu trabalhar eu vou morrer !
Se for matar um boi,
O mate na porteira !
Se for matar um boi,
O mate na porteira!
Dê o sangue pro diabo
E osso pro João Caveira !
Ê quá quá quá...
Ô que linda risada que Esú vai dá!
Ê quá quá quá...
Ô que linda risada que Esú vai dá!
Ô que linda risada que Esú vai dá!
Ô que linda risada
De quá quá quá!
Ô luar, ô luar !
Ele é filho da lua
Ô luar !
Quem cometeu as suas faltas...
Peça perdão
À Tranca-Ruas !
Seu Zé,
Quando vem lá da lagoa...
Toma cuidado
Com o balanço da canoa !
Seu Zé,
Faça tudo que quiser...
Sá não maltrate,
O coração dessa mulher !
Quem quiser lhe ver,
Sobe em cima de um Barranco,ô Zé
Quem quiser lhe ver,
Sobe em cima de um Barranco,ô Zé
Pois o homem é Tranca-Ruas de Imbaré !
Pois o homem é Tranca-Ruas de Imbaré !
Na Praia deserta eu vi Exú
Então o meu corpo tremeu todo
Acendi minha vela e meu charuto
Arriei meu marafo
Saravei Exú do Lodo!
Ao ver Exú na encruzilhada
Com ele não se meta
É ali que ele trabalha
O reino é de Capa Preta!
Exú Maré
Ele vem nas ondas do mar
Pra mostrar quem ele é
Vem pra vencer demandas
Ele é Exú Maré!
O seu Sete é rei !
Da calunga pequena ele é morador !
Saravou Exú Caveira,
O seu Sete é curador !
Com sua capa e seu garfo,
E seu marafo ele vem trabalhar !
Saravando a Ciganinha,
Vem sua gira firmar !
Exú Tranca Tudo,
Trancou, trancou !
Ele vem trancar,
Trancou, trancou !
Ele vem pra trabalhar,
Sua quimbanda é muito forte,
Mas seu ponto é miúdo
Ele sabe sempre o que faz,
Saravá seu Tranca Tudo !
Com seu terno preto,
Sua bengala de embira,
Ele é muito elegante
Saravá seu Tranca Gira
Ele vem na madrugada
Com sua linda cartola
Chega e dá logo Boa Noite !
Mas não gosta de quem lhe amola !
Ele é Exú !
É Exú Mirim !
Não me nega nada,
Sempre me diz sim !
Exú Mirim é o meu Exú de fé!
Exú Mirim é pequeno na quimbanda!
Exú Mirim saravando a encruza,
Exú Mirim vencendo suas demandas!
Exú Mirim é um Exú formoso !
Ele é Exú de fé !
Tem um Pai e tem um Mano,
Esse Mano é Lúcifer !
Seu Zé Pelintra quando vem,
Ele trás sua magia,
Para saudar todos seus filhos,
E retirar feitiçaria !
Pisa na Aruanda Zé Pelintra,
Eu quero ver !
Pisa na Aruanda Zé Pelintra,
Eu quero ver !
Eu andava numa estrada perdido,
Cheio de medo,
Na escuridão...
Foi quando encontrei um homem,
Que me dizia pra não ter medo não!
Ele era seu Sete Catacumbas,
Que veio da calunga
E me estendeu a mão!
E nessa estrada já não tenho medo,
Pois tenho a minha fé,
E a sua proteção!
Andava de noite,
Não tinha onde ficar...
Estava amargurado,
Na calunga eu fui parar...
Olhei fiquei parado,
Ouvi lindo gargalhar !
Oi de uma sepultura,
Vi um homem se levantar !
Ô me ajude seu Sete !
Ô me dê sua proteção !
Eu te louvo na umbanda,
Lhe trago no coração !
Ele é capitão da encruzilhada, ele é !
Ele é da ordenança de Ogun
Sua dijina, quem lhe foi Santo Antônio
Sua coroa,quem lhe deu foi Omulú
Salve o Sol,Salve a Estrela,Salve a Lua!
Saravá seu Tranca-Ruas !
Que é dono da gira no meio da rua !
Iná ele é Mojubá, iná ele é Mojubá
Saravá seu Tranca-Ruas ! Que é dono da gira no meio da rua!
Exú pisa no toco,
Exú pisa no galho,
Galho balança, Exú não cai,
Ô Ganga, Ê Exú...
Exú pisa no toco de um galho só!
Ê Exú..
Exú pisa no toco de um galho só!
Marimbondo pequenino,
Bota fogo no paiol,
Ô ganga, Ê Exú
No toco de um galho só!
Exú que tem duas cabeças,
Ele olha sua Banda com fé !
Exú que tem duas cabeças,
Ele olha sua Banda com fé !
Ô uma é, Satanás do inferno
e a outra é,
de Jesus de Nazaré !
Ô uma é, Satanás do inferno
e a outra é,
de Jesus de Nazaré !
Balança de Fé
É Hora, é hora!
Balança de Fé
É hora, é hora!
Gira Santo Antonio
Tranca Ruas vai embora
Gira Santo Antonio
Tranca Ruas vai embora
Balança de Fé
É Hora, é hora!
Balança de Fé
É hora, é hora!
Gira Santo Antonio
Tranca Ruas foi embora!
Gira Santo Antonio
Tranca Ruas foi embora!
Cambono, camboninho meu
Meu cambono
Olha que Exú vai ao ló!
Cambono, camboninho meu
Meu cambono
Olha que Exú vai ao ló
Vai, vai vai meu cambono
Vai numa gira só!
Cantigas de Pombogira
A sua catacumba tem mistério,
Mas, ela é a Rainha do Cemitério !
Mas, ela é loira, dos olhos azul,
Maria Padilha, Filha de seu Omulú !
Sua Coroa é de Ferro,
Sua Capa é Encarnada,
Salve Exú e PomboGira !
Rainha das Sete Encruzilhada !
De onde é que Maria Padilha vem ?
Aonde é que Maria Padilha mora ?
Ela mora na mina de ouro,
Onde o galo preto canta,
Onde criança não chora !
Mas que caminho tão escuro,
Que vai passando aquela moça ?
Dê vestidinho de chita,
Estalando osso com osso...
Eu venho aqui,
Pra vencer minha batalha !
Eu venho aqui,
Pra vencer minha batalha !
Eu sou Pombogira,
Pombogira Sete Navalha !
Eu vi atravessando, aquela rua,
Uma moça bonita,
Vestidinha de chita,
Mas ela era,
A PomboGira da Calunga,
Que arrebentou,
Sete catacumbas !
Exú laroiê
Ela gira no ar,
Ela gira na praça,
Ela gira na rua,
Eh, eh, eh, eh
Ela dança, ela canta
E vive sorrindo em noite de Lua
Eh, eh, eh, eh
Ela é sincera,
Ela é de verdade,
Mas cuidado amigo,
Ela não gosta de falsidade !
Vinha caminhando a pé,
Para ver se encontrava,
A minha Cigana de fé !
Vinha caminhando a pé,
Para ver se encontrava,
A minha Cigana de fé !
Ela parou e leu minha mão,
E disse a mais pura verdade !
Eu quis saber aonde mora,
A Pombogira Cigana !
Pombo Gira Maria Farrapo,
De bar em bar,
Vem chegando na umbanda,
Bebendo cachaça,
Ela vem vencer demanda !
Foi mulher da vida,
Tem história pra contar,
Saravá Maria Farrapo !
Iná, iná mojubá !
Padilha,
Soberana da estrada,
Rainha da encruzilhada
E também do Candomblé !
Suprema, é uma mulher
De negro,
Alegria do terreiro,
Seu feitiço tem axé !
Mas ela é,
Ela é, ela é !
A rainha da encruza
E mulher de Lúcifer !
Moça me dá um cigarro do seu,
Pra fumar ?!
Que nem, dinheiro eu tenho pra, comprar !
Vivo sozinho,
Vivo na solidão,
Maria Padilha,
Me dê a sua proteção !
ô moça, ô moça
ô moça me tira dessa poça !
ô moça, ô moça
ô moça me dê a sua força !
Foi uma rosa,
Que encontrei na encruzilhada,
Foi uma rosa,
Que eu plantei,
No meu jardim...
Maria Molambo,
Maria Mulher
Maria Padilha
Rainha do candomblé !
Boa noite moça !
boa noite !
Dona Maria Mulambo,
Como eu lhe procurei !
Andei, andei, andei,
Hoje eu te encontrei !
Ciganinha, ciganinha,
Da sandália de pau,
Cuidado com essa moça,
Cuidado que ela mata,
Quando ela bate o pé
Ela faz o bem,
E e faz o mal !
Olha a saia dela, re rê
É mulambo só !
Sua saia tem sete metros,
Sete metros é mulambo só !
Deu meia noite,
A Lua se escondeu !
Lá na encruzilhada,
Dando a sua gargalhada,
A PomboGira apareceu !
A Laroiê, laroiê, laroiê !
É Mojubá, é Mojubá, é Mojubá !
Ela é Odara,
Quem tem fé nessa Lebara,
É só pedir que ela dá !
Ganhei uma barraca velha,
Foi a Cigana quem me deu !
O que é meu,é da Cigana,
é da Cigana,
O que é dela, Não é meu !
Ô Cigana poerê,
Poerê, poerá !
Ciganinha poerê,
Poerê, poerá !
Pombogira Maria Navalha,
Na sua história de menininha,
Não tinha livros, ela não estudou...
Mas pra seus quinze anos,
Ela foi embora e nunca mais voltou,
O que será que aconteceu?
Tinha sete homens como professor !
A sua tenda,
Está firmada na estrada,
A sua vida tem história pra contar !
Ela não tem paradeiro,
Anda de lá pra cá,
Traz uma rosa na mão,
Para lhe ofertar !
Traz um baralho na mão,
Para lhe ajudar !
Pombogira você é uma rosa,
Que Nasceu da Coroa de Espinho,
Pombogira você é uma rosa,
Que nasceu da coroa de espinho,
Pombogira você é uma rosa,
Você é uma rosa, no meu caminho !
Ela veio de tão longe,
Sem conhecer ninguém !
Ela veio de tão longe,
Sem conhecer ninguém !
Vem colher as flores
Que na Estrada têm !
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Catiço - Cantigas de Caboclo e Boiadeiro
SEU BOIADEIRO SOU EU QUEM LHE CHAMA
VEM ATENDER MEU CHAMADO
SEU BOIADEIRO SOU EU QUEM LHE CHAMA
TU ÉS O MEU ADVOGADO
SEGURA O COURO, OGÃ!
BENDITO SEJA LOUVADO
SEGURA A CANTIGA, MONA
AÍ VEM MEU ADVOGADO!
BARRACÃO TÁ ENFEITADO
MEU DEUS, QUE ZUADA É ESTA?
BOIADEIRO TÁ CHEGANDO
VAMOS ANIMAR A FESTA!
BATE O SINO NA CAPELA
NA ALDEIA DEU SINAL
ELE É SEU BOIADEIRO
É MEU AMIGO LEAL!
CABANA QUER DIZER CASA DE ÍNDIO
CABANA QUER DIZER SEU JACUTÁ
OI SEU BOIADEIRO, ONDE MORA JANAÍNA?
Ô JANAÍNA MORA NAS ONDAS DO MAR?
DE ONDE VEM O CABOCLO DE PENAS?
ELE VEM DO SEU JUREMÁ!
DE ONDE VEM O SEU BOIADEIRO, MINHA GENTE?
ELE VEM DO REINO BENDITO DE OXALÁ!
PASSEANDO NO SERTÃO
A CAVALO OU MESMO A PÉ
ME CHAMARAM NUMA CASA
VOU CORRENDO VER O QUE É!
ELE É BOIADEIRO
É CABOCLO NA JUREMA!
ELE PASSEIA NESTA TERRA
É PORQUE TEM ORDEM SUPREMA!
NA JUREMA TEM UMA LINDA FLOR
NA CACHOEIRA BROTOU LINDA ROSEIRA
NA MATA VIRGEM, SEU BOIADEIRO, Ô JUREMA
COM SEU LAÇO ELE PEGA BOI, ELE GANGA BOI
ELE QUEBRA MADEIRA!
É MALANDRAGEM, MOÇO
É MALANDRAGEM!
JOÃO BOIADEIRO
É UM REI NA MALANDRAGEM, MOÇO!
A UMBANDA TEM MIRONGA
BOIADEIRO TAMBÉM TEM GONGÁ!
SARAVÁ ESTRELA QUE LHE ILUMINA
SARAVÁ, LINDO CABOCLO, SARAVÁ!
JUREMA, JUREMEIRA!
JUREMA CABOCLA DE PENA
CHAMA POR SEU BOIADEIRO
E POR SUA IRMÃ IRACEMA!
QUEM VEM LÁ É ELE! (2X)
NO BATER DA CANCELA
SEU BOIADEIRO É ELE!
EU VI, SINHÔ!
EU VI SIM, SINHÁ!
O CABOCLO BOIADEIRO
VINDO DO SEU JUREMÁ!
LAÇO DE COURO, MEU IRMÃO!
CHAPÉU DE ABA, MEU CAMARADA!
CALÇA ARREGAÇADA, DOU BOA NOITE!
SOU BOIADEIRO, SANTO ARRASTADO!
BOIADEIRO VIVE SÓ
MAS NÃO NEGA SEUS IRMÃOS!
QUANDO CHEGA NA JUREMA
VEM SEMPRE DE PÉ NO CHÃO!
AI AI AI AI
VEM SEMPRE DE PÉ NO CHÃO!
ELE É BOIADEIRO
É DA MINA DO OURO EM PÓ!
QUANDO O SAMBA ESQUENTA MUITO
SABE DANÇAR NUM PÉ SÓ!
TUM TUM TUM
BATEU NA PORTEIRA!
TUM TUM TUM
BATEU NA CANCELA!
CHEGOU BOIADEIRO DE UMBANDA
MENINA SAIA DESTA JANELA!
LAÇOU, LAÇOU, LAÇOU!
LAÇOU O SEU BOI BRABO!
BOIADEIRO NA JUREMA
LAÇOU SEU BOI BRABO!
MAS QUE LINDO CABOCLO CHEGOU!
É UM LINDO CABOCLO LIGEIRO!
SARAVÁ ESTA UMBANDA LINDA!
AQUI CHEGOU O CABOCLO BOIADEIRO!
JÁ LOUVEI BOIADEIRO!
JÁ LOUVEI JESUS!
LOUVEI ESTA CASA SANTA
DA TERRA DE SANTA CRUZ!
QUANDO ELE VEM DO CHAPADÃO ONDE NASCEU!
DAS ÁGUAS CLARAS LINDAS ONDE SE CRIOU!
ELE É UM LINDO CABOCLO BOIADEIRO
NÃO NEGA SEU NATURAL
NÃO NEGA DE ONDE VEIO!
NO ALTO DO LISO LAJEDO
EU VI BOIADEIRO SENTADO!
NA MÃO SEU CHICOTE DE COURO
UM LINDO LAÇO AO SEU LADO
NÃO BEBO MAIS
NÃO TOMO MAIS PARATI
SÓ NÃO LARGO MEU CIGARRO DE PALHA
ENQUANTO EU ESTIVER AQUI!
SEU BOIADEIRO É BOM!
NA UMBANDA É BOM COMO O QUÊ
QUANDO ESTÁ EM CASA DE ANGOLA
ELE É UM CABOCLO XOROQUÊ!
TEMPORAL
VENTA NO SERTÃO, TEMPORAL! (2X)
BOIADEIRO NO SERTÃO, TEMPORAL!
SEU BOIADEIRO NASCEU EM ROMA
EM ROMA NASCEU MESSIAS!
QUE O COROOU COM A COROA DE ZAMBI
SE COROOU É QUE ELE MERECIA!
QUEM PASSOU PELO LAJEDO LÁ NA SERRA
QUEM PASSOU PELO LAJEDO LÁ NA MATA
QUEM PASSOU PELO LAJEDO LÁ DO NORDESTE
E NÃO VIU SEU BOIADEIRO
FOI À ROMA E NÃO VIU O PAPA!
QUEM TEM, QUEM DÁ
QUEM DEU, QUEM DARIA
BOIADEIRO NA JUREMA
É FILHO DA VIRGEM MARIA!
QUEM QUISER SABER MEU NOME
É SÓ PERGUNTAR SEMPRE A DEUS
POIS ME CHAMO BOIADEIRO
FILHO DE SÃO BARTOLOMEU!
O CRUZEIRO DO SUL
ABENÇOOU MINHA MISSÃO
EU ME CHAMO SEU BOIADEIRO
E SÓ ANDO DE PÉ NO CHÃO!
QUEM PASSEIA PELAS MATAS
VÊ SEMPRE LINDO CABOCLO!
QUEM VAGA PELO SERTÃO
COM ROUPAGEM DE ARMEIRO
VÊ O CABOCLO BOIADEIRO!
AS ÁGUAS CORREM PARA O MAR
DO RIACHO OU DA CACHOEIRA
NESTE SAMBA DE CABOCLO
BOIADEIRO ESTÁ NA RODA
MOSTRANDO PASSADA LIGEIRA!
O SEU LAÇO É FORTE!
O SEU COITÉ É LARGO
SOU AMIGO DE BOIADEIRO
QUE ME GUARDA NO MEU CARGO!
ELE VEIO DO SERTÃO
CORRENDO PELAS ESTRADAS!
ESTALANDO SEU CHICOTE
CARREANDO SUA BOIADA!
O SEU LAÇO É FORTE
SEU BASTÃO TOCA A BOIADA!
JOÃO BOIADEIRO É MEU IRMÃO!
IRMÃOZINHO E CAMARADA!
MADRUGADA NA MATA VIRGEM
SABIÁ CANTOU NO GALHO
EU VI UM FORTE CABOCLO
FAZENDO O SEU TRABALHO!
BOIADEIRO DO LAJEDO ELE É!
BOIADEIRO NA JUREMA ELE É!
VENCEDOR DE DEMANDAS ELE É!
O MEU PROTETOR DE FÉ ELE É!
DEBAIXO DO INGAZEIRO
LINDO CABOCLO VERSEJAVA
QUANDO PERGUNTEI SEU NOME
SE ABORRECEU, DISSE QUE NÃO DAVA!
DEPOIS DE MUITA CONVERSA
OLHANDO PRO INGAZEIRO
DISSE UM VERSO E CONFESSOU
EU ME CHAMO BOIADEIRO!
VEM LÁ DO SERTÃO DO AMAZONAS
VEM PRA SARAVAR NESTE TERREIRO
BOIADEIRO CHAPÉU DE COURO
É CABOCLO E BOM GUERREIRO!
QUANDO CHEGA NESTA BANDA
VEM PRA SARAVÁ GONGÁ!
LOUVA O SANTO DA CASA
TOMA ABÊNÇÃO A OXALÁ!
VIM PASSEANDO PELO RIO DE CONTAS
VIM CAMINHANDO POR AQUELA RUA!
OLHA COMO É LINDO
VER BOIADEIRO NO CLARÃO DA LUA!
CORRE A ÁGUA NO AMAZONAS
BRILHA O SOL, REFULGE A LUA!
BOIADEIRO DONO DOS RIOS
VADEANDO PELAS RUAS!
BOIADEIRO É BOM, É MEU IRMÃO!
TRAGO ESTE CABOCLO EM MEU CORAÇÃO!
AS ÁGUAS DA CHUVA AUMENTAM O RIO!
AS DO RIO AUMENTAM A CACHOEIRA!
O DONO DA PEDREIRA É XANGÔ, MEU PAI!
SEU FILHO É BOIADEIRO DA JUREMA!
NUMA ROÇA DE SAMBA
EU SOU BOM SAMBADOR!
NO TERREIRO DE UMBANDA
SOU TRABALHADOR!
TENHO MEU PÉ FIRME
NUM SAMBA BOM
MAS SE DEMANDA SURGE
NÃO PERCO OCASIÃO!
AI, AI, AI...
VALEI-ME SEU BOIADEIRO!
QUEM LHE PEDE, QUEM LHE IMPLORA
É UM FILHO DE TERREIRO!
UMA FLECHA ZUOU LÁ NAS MATAS
UM LAÇO FIRME VEIO DO SERTÃO!
EU VI LINDO CABOCLO DE SAIOTE E PENACHO
EU VI BOIADEIRO DO CHAPADÃO!
MAS QUE LINDO CABOCLO CHEGOU
É UM LINDO CABOCLO LIGEIRO!
SARAVÁ ESTA UMBANDA LINDA!
AQUI CHEGOU O CABOCLO BOIADEIRO!
A FOLHA QUE BOIADEIRO TEM
FOI TIRADA DO PÉ DA GAMELEIRA!
OSSANHE FOI QUEM DEU O AXÉ
PARA TRABALHAR NO SANTO
E PARA TER FORÇA GUERREIRA!
SAMBEI, SAMBEI...
ATÉ ALTA MADRUGADA!
BOIADEIRO É SAMBADOR
SAMBA ATÉ A MADRUGADA!
SAMBOU, SAMBOU
ATÉ ALTA MADRUGADA!
BOIADEIRO TÁ BRINCANDO
IAÔ JÁ TÁ CANSADA!
NA CORRIDA DA VENTANIA
EU VI PASSAR UM CABOCLO MATREIRO!
PROCUREI SABER SEU NOME - XETRUÁ!
UM LINDO BRADO DIZIA EU SOU BOIADEIRO!
FOI NESSE PASSO
QUE EU SAÍ DA MINHA ALDEIA!
COM MEU CHAPÉU DO LADO
MINHA CALÇA ARREGAÇADA...
QUANDO EU SAÍ MINHA MÃE ME ABENÇOOU!
BANDOLÊ OLÊ OLÊ!
BANDOLÊ OLÊ OLÁ!
BANDOLÊ MEU CABOCLO BOIADEIRO
BANDOLÊ OLÊ OLÁ!
DA LARANJA QUERO UM GOMO!
DO LIMÃO QUERO UM PEDAÇO!
DE OLORUN EU QUERO A BÊNÇÃO!
DE BOIADEIRO UM GRANDE ABRAÇO!
DE ONDE VEM O CABOCLO DE PENAS?
ELE VEM DO SEU JUREMÁ!
DE ONDE VEM SEU BOIADEIRO, MINHA GENTE?
ELE VEM DO REINO BENDITO DE OXALÁ!
VALEI-ME, MEU SALVADOR!
VALEI-ME NAS HORAS SANTAS!
EU ROGO PARA BOIADEIRO
VALEI-ME NAS HORAS SANTAS!
VIOLA VEM...
VIOLA VAI!
BOIADEIRO QUE É BOM
NESTE SAMBA NÃO CAI!
MENINA DOS OLHOS LINDOS...
SÃO LINDOS DE NATUREZA!
QUERIA EU SER UM ANJO
PRA BEIJAR ESSA BELEZA!
GRAÇAS A DEUS
ORA MEU DEUS!
LOUVADO SEJA DEUS
ORA MEU DEUS!
Caboclo Guimarães:
Sou Guimarães, Sou Guimarães
Sou Caboclo da água doce, sou Guimarães (2x)
Eu não jogo a minha espada
Pra não ver ninguém ganhar(2x)
Sou Caboclo da água doce, sou Guimarães (2x)
CABOCLO 7 LUAS
Quio Quio
Sua mata em festa
Sarava seu 7 Luas
Ele é rei lá da floresta
Eu vi
Um caboclo eu vi
Surgir na mata virgem
E a luz do sol
A ele clarieou
Vinha conduzindo a sua caça
Com sua flecha certeira
Ele a matou
Quio Quio
Sua mata em festa
Sarava seu 7 Luas
Ele é rei lá da floresta
Ele é caboclo forte
É cacique de aldeia
Reluzindo a sua luz
O seu filho ele clareia
Traz a paz de Aruanda
Nos caminhos de Iemanjá
Coroa na nossa umbanda
Com a coroa de Oxalá
Quio Quio
Sua mata em festa
Sarava seu 7 Luas
Ele é rei lá da floresta
Penacho azul
E indio, e indio caboclo da pena real
sendo ele Penacho azul ele e indo
ele e filho da arara real.
E indio, e indio caboclo da pena real
sendo ele Penacho azul ele e indo
ele e filho da arara real.
2°arara me chamo no arari
arara me chamo no arari
O boa noite pra quem esta aqui
arara-ué de arareua
e Penacho azul do arari
3°um trovão brado
foi la nas matas do sul
Mas um trovão brado
foi la nas matas do sul
seu pai chefiou a aldeia
e lhe de nome de Penacho Azul
Ponto de subida do caboclo Penacho Azul
Las nas cachoeiras água brotou
Las nas cachoeiras água brotou
Penacho Azul meus irmãos que vai embora
pras terras distantes que numca se vio
Caboblo Ubirajara
Ubirajara quando chegou
Não temeu a caboclo nenhum
Ubirajara quando chegou
Não temeu a caboclo nenhum
Ubirajara é caboclo bravo
Não temeu a caboclo nenhum
Edmundo velho Edmundo
Edmundo velho Edmundo
Eu me chamo Ubirajara
Meu pai Oxossi é guardião
Do outro mundo
Eu me chamo Ubirajara
Meu pai Oxossi é guardião
Do outro mundo.
Caboclo
A noite é linda quando a casa me recebe
ela serve de acalanto ao dia que vai nascer
canção divina me ensinado a caminhar
na mais clara direção no verão do amanhecer
Casa de caboclo parede feita de chão tem telhado de sapé
Casa de caboclo é morada abençoada desse povo que tem fé
Cabocla
Tava sentada na pedra fina, o rei dos indios mandou chamar {bis}
“Ela é cabocla da pedra fina, tava sentada na beira do mar
Caboclo Rompe Mato
no centro da mata eu vi
dois rostos gravados no tronco de um pau
de um lado o seu rompe mato do outro seu cobra coral
no centro da mata virgem eu vi
seu rompe mato falava na língua tupi guarany
Caboclo
Quando eu vim para esta casa
A aldeia balanceou!
Já ganhei meu arco e flecha
Rei Tupã quem me entregou
Na taba de minha tribo
Pai Xangô é protetor
Na choupana de Oxosse
O caboclo é vencedor
Olha eu sou Pena Dourada
Sou caboclo Caçador
Na choupana de Oxosse
O caboclo é vencedor!
Princesa Janaina
Ela foi na beira da praia para ver o balanço do mar 2x
Quando viu desenhado na areia uma linda sereia começou a chamar 2x
Oh Janaina vem ver o Janaina vem ca receber suas flores que eu mandei lhe ofertar 2x———-Princesa JanainaJanaina linda menina sereia do mar 2x
E no balanço do mar que ela vem e no balanço do mar que ela vai 2x
Saia do mar linda sereia saia do mar venha brincar na areia 2x(Pontos enviados por Zárath)
Caboclo
Caboclo de pena não pisa no chão,
caboclo de pena não pisa no chão,
oi penera no ar que nem gavião,
oi penera no ar que nem gavião
Caboclo:
Lhe chamam quebra-barreira,
não nega o seu natural…
ele quebra ferro, ele quebra aço,
quebra da frente todo embaraço
Caboclo:
Um Assovio Passou Na Mata Virgem
Anunciando Que Raiava O Dia!
Uma Linda Flecha Riscou O Firmamento, Lá Bem Alto
Do Bodoque De Araribóia Ela Zunia
Seu Penacho É Todo Feito De Estrelas
Seu Bodoque E Sua Flecha De Indaiá!
Saravá Seu Araribóia Nesta Banda
Ele É Nosso Mestre, Nosso Guia, Saravá!
Caboclo:
ogum das matas
sou eu
sou eu
ogum das matas
sou eu
sou eu
quem não me conheçe
vai me conheçer
quem não me conheçe
vai me conheçer
eu sou guerreiro
eu sou flecheiro
eu sou guerreiro
eu sou flecheiro
eu sou milongueiro
sou eu
sou eu
sou eu!
Caboclo:
Ô jureminha, Ô juremá
o rei das matas mandou lhe chamar
O jureminha,Ô juremá
o rei das matas mandou lhe chamar
jureminha vem ,vem ,vem
saia das matas vem
jureminha vem,vem,vem
vem de aruanda vem
e a passarada vem cantando alegre
la na mata virgem
onde mora seu pai
Caboclo:
eu entrei nas matas virgens
eu vi riu eu vi cachoeira
eu vi caboclos da jurema trabalhando na areia
saravei seu xoroque que olhava na pedreira
saravei seu xoroque guardião de seu terreiro
Caboclo 7 Flechas:
Caboclo 7 Flechas nasceu
No jardim das oliveiras
Trazia amarrada em sua cinta uma coral
A sucuri e jiboia da aldeia
Oh segura essa cobra
Não deixe ela fugir
O nome dessa cobra
É cobra sucuri
Caboclo:
Como é bonita
A pisada do caboclo
Ele pisa na areia
No rastro dos outros
Salve a Sereia
Salve Iemanjá
Salve os caboclos
Da beira do mar
Caboclo Sultão das Matas:
Sultão das Matas
Mandei lhe chamar
Quem está de ronda
É militar
É militar
Quem está de ronda é militar
Caboclo Pena Verde
seu pena verde
quando vem das matas
ele tras na cinta uma cobra coral
era uma cobra coral
era uma cobra coral
Caboclo Vira Mundo
Minha Bandeira É Branca ´
É Verde É Encarnada
Sou Caboclo Vira Mundo
Levo Pras Encruzilhadas!
Caboclo:
Relampiou!
Lá Na Mata Estremeceu!
É Sinal Que A Falange Neste Momento Desceu!
Segure O Ponto Meus Filhos
Com Muita Fé E Amor
Afirmando A Corrente Da(o) Filha(o)
Seu Treme Terra Chegou!
Caboclo:
Seu Zé Francisco é Um Caboclo Das Matas
Tem Sua Cabana Lá No Juremá
Ele Usa Cobertas De Pena
E Leva Sua Flecha Quando Vai Caçar
Ele É Ouri ê!
Ele É Ouri á!
Seu Zé Francisco é Um Caboclo De Lança
Ele Gira Nas Matas E Aqui Neste Congá
Ele É Ouri ê!
Ele É Ouri á!
Caboclo Ventania
Eu Sou Ventania de Umbanda
De Umbanda
Eu Sou Filho Okearô
Mas Quando Eu Chego De Aruanda
É Pra Trabalhar Com Licença De Oxalá
Ponto de Boto Preto:
Na lua cheia abalei
Pará numa pedra de brilhante que joguei no meio do mar
O meu pai gemeu, minha mãe chorou, quando viu que o filho dela num boto se encantou.
Caboclo:
Tumba do lado
Tumba do outro
Segura engoma
Que ai vem caboclo
Caboclo:
Ei ia iara iara iara
Eu ia iara iara iara
Cadê esse caboclo que eu não vejo onde ele está
Eu ia Iara iara iara
Caboclo:
Abre – te campo formoso
Abre – te campo formoso
Cheio de tanta alegria
O cheio de tanta alegria
O nesta casa tem quatro cantos
Nesta casa tem quatro cantos
Todos eles tem um morador
O todos eles tem um morador
O abre-te campo formoso
Abre-te campo formoso
Cheio de de tanta alegria
O cheio de tanta legria
O Deus nos Salve Casa Santa
O Deus nos Salve Casa Santa
Onde Deus fez sua morada
Onde Deus fez sua morada
Onde mora o Cálice Bento
E a Hóstia Consagrada
cantigas em Barravento:
Pisa caboclo
Aqui nessa aldeia
mostra o sangue
Que corre na veia
Saia caboclo
Não me atrapalha
Sai do meio
Da samambaia
Quebra a cabaça
Espalha a semente
Chama caboclo
Para brinca com agente
Êêê boca da mata
Deixa o caboclo passar
Boca da mata
Portão da aldeia abriu
Para os caboclos passar
É hora é hora é hora caboclo
É hora de trabalha
É hora é hora é hora caboclo
É hora de trabalhar
Ninguém me tira
O que Deus me deu
Eu nasci no Brasil
Brasileiro sou eu
Verde é esperança
Amarelo é desespero
O Azul traz a liberdade
Dos Caboclos Brasileiros
Passeando pela mata do amazonas
Como vai como passou sá dona
Deus me de boa noite sá dona
(todos enviados por Lucas Marques)
Ele é…Cobra Coral de umbanda..
Ele é mano de Tupinamba..Ele vem descendo a serra com os caboclos..
Vem saudar Oxossi com a bênçãos de Oxala
Caboclo:
Seu capacete é lindo meu pai
Quer brilha no alto mar
Na ponta da sua lança ele traz
Seu lindo é JOSÉ TUPINAMBÁ
Atravesou sete baia
Pro seu nome ser JOSÉ
Ele é josé em terra
Ele é JOSÉ no mar
Ele é JOSÉ caboclo
Ele é JOSÉ TUPINAMBÁ
Na mata virgens eu ouvi um zunido
Aonde foi que a terra estorou
Foi la no tronco da sua jurema
Quer caboclo TUPI um sentado trabalhou
O que DEUS faz
O que DEUS não manda
Um dia tem que apanha
Ele é caboclo ele é flexeiro
Ele é JOSE`TUPIMANBÁ
Caboclo Treme Terra
eu nunca vi esse conga tremer
eu nunca vi esse conga tremer
Treme, Treme, Treme Terra agora que eu quero ver
Treme Terra treme o mar, treme as estrelas também
só não treme esse caboclo na hora de Deus amém
(enviado por Bruna)
Caboclo Quebra Barreira
Eu Venho É Quebrando Barreiras
Eu Venho É Beirando O Mar!
É Mar… É Mar… É Mar!
Quebra Barreira Vem Do Mar!
———-
Cabocla Tarrafiana
Ela é Cabocla Índia!
Ela é Cabocla Índia!
Cabocla Tarrafiana!
Ela É Índia
Ela É Flexeira
É Africana Verdadeira!
———-
Cabocla Janaína
Eu Pisei Na Pedra Fina
Chega Fez Chuá Chuá
Eu Pisei Na Pedra Fina
Chega Fez Chuá Chuá
Sou Eu Mãe d’água
Que Balança O Mar
Sou Eu Mãe d’água
Que Balança O Mar
Eu Vi Uma Moça
Na Beira d’água
Solte Os Cabelos Janaína
E Caia n’água
Eu Vi Uma Moça
Na Beira d’água
Solte Os Cabelos Janaína
E Caia n’água.
———-
Salve Eu O Índio Pena Preta
Você Nao Sabe Quantas Voltas Eu Vou Dar!
Mamãe Deixe Que Eu Vá Uma Vez Lá Na Jurema
Mamãe Deixe Que Eu Vá Outra Vez No Juremá!
———-
A trovoada trovejou
O relâmpago relampiou.
Veio do fundo da terra
Seu Treme-terra chegou!
———-
Caboclo de Pena que chegou do juremá
Oke caboclo que chegou pra trabalhar
Oke caboclo que chegou pra trabalhar
Ele vem cumprir sua missão
O seu brado tem a força de um trovão
Vem, vem com suas flechas encantadas
Dançar nesse terreiro,
Com a força das matas.
Saravá, caboclo treme terrra
Saravá nosso congá
Seu treme terra vem na umbanda ajudar
O caminho dos seus filhos,
Ele vem dominar.
———-
Ele vence demandas e destranca o caminho
É Seu Joao das matas quem chegou de mansinho (bis)
Ói gente! Joao das matas chegou
Ói gente! Ele é vencedor!
Ói gente! Joao das matas chegou
Ói gente! É tocador de tambor
———–
Estava Nas Matas
Estava Trabalhando
E O Senhor Pena Branca Passou Me Camando!
Aonde É Que Eu Vou?
Vou Aonde Vc Mora?
Eu Moro É Nas Matas De Nossa Senhora!
———-
As Águas Lhe Trouxe
O Vento Lhe Leva
Ele É O Príncipe Danilo
Um Almirante De Guerra
Ele É O Príncipe Danilo
Que Não Tomba E Nem Vira Mas Não Deixa De Girar!
Seu Pai Ele É Caboclo Rei
Sua Mãe Ela É A Rainha Sereia Do Mar!
Com Sua Espada Na Mão
Faz O Cinco Salamão
E Os Contrários Vai Levar!
———-
Caboclo Flecheiro
Ele Vem De Tão Longe
Cansado de caminhar
Salve o Caboclo Flecheiro
Que vem saravá meu Congá
Prá chegar neste terreiro
Ele cortou tanto cipó
Atravessou a Mata Virgem
Veio na fe do Pai Maior!
———-
caboclo quem te chama sou eu
oh vem ouvir o meu chamado (2x)
caboclo vem de aruando
mais ele é o meu advogado
arreia arreia caboclo
caboclo de aruanda
arreia arreia caboclo
para suprir as demandas
———–
mais eu mandei fazer, eu mandei fazer..
tres capacetes de pena..
mais uma é pra Yara, outra é da Jussara
a outra é pra Jurema
———–
As Águas Lhe Trouxe
O Vento Lhe Leva
Ele É O Príncipe Danilo
Um Almirante De Guerra
Ele É O Príncipe Danilo
Que Não Tomba E Nem Vira Mas Não Deixa De Girar!
Seu Pai Ele É Caboclo Rei
Sua Mãe Ela É A Rainha Sereia Do Mar!
Com Sua Espada Na Mão
Faz O Cinco Salamão
E Os Contrários Vai Levar!
———-
Caboclo Flecheiro
Ele Vem De Tão Longe
Cansado de caminhar
Salve o Caboclo Flecheiro
Que vem saravá meu Congá
Prá chegar neste terreiro
Ele cortou tanto cipó
Atravessou a Mata Virgem
Veio na fe do Pai Maior!
———–
Caboclo Não Tem Caminhos Para Caminhar
Caboclo Não Tem Caminhos Para Caminhar!
Caminha Por Cima Da Folha
Por Baixo Da Folha E Em Todo Lugar!
Okê Caboclo!
———-
A Jurema É Muito Linda
Com Seu Capacete De Penas
Salve A Jurema!
Salve A Jurema!
Salve A Jurema!
Oh Vem Salvar Filhos De Penba!
———-
Salve A Cabocla Jurema Rainha Do Nosso Congá!
Ela Mora Na Floresta A Aldeia De Tupinambá!
A Lua Vinha Surgindo E Clariou A Mata Inteira!
Eu Vi A Cabocla Jurema Se Banhando Na Cachoeira!
———-
Se As Matas Estão Fechadas
Eu Já Mandei Abrir!
E Quem Tem Sangue De Caboclo
Tá Na Hora De Cair!
———-
Rompe Mato
As 7 horas da manhã
Foi quando prenderam Rompe Mato ( bis )
Seus soldados vinham na frente
Fazendo sua guarnição ( bis )
Sr. Rompe Mato é o rei das matas
E veio ao mundo saravá
Ele desceu do céu à terra poranga
Para seus filhos vir saudar
———-
Subida de Caboclo Rompe Mato
Filha minha eu vou embora
Deixa filha descansar
A minha filha é flor de pemba
Deixo com ela meu maracá
———-
Ele é o Chefe das matas
E tem a coroa de Rei
Rei, rei, rei e tem coroa de rei
Ele é Oxossi
É caçador
Ele é guia
E meu senhor
———–
CABOCLO SETE FLECHAS
“Ele atirou
Ele atirou e ninguém viu
Ele atirou
Ele atirou e ninguém viu
Só o Sete Flechas é quem sabe
Aonde a flecha caiu
Só o Sete Flechas é quem sabe
Aonde a flecha caiu!”
———-
SUBIDA DOS CABOCLOS/CABOCLAS
“Caboclo(a) pega a sua flecha
Pega o seu bodoque, o galo já cantou
O galo já cantou na Aruanda
Oxalá lhe chama para a sua banda
O galo já cantou na Aruanda
Oxalá lhe chama para a sua banda!”
———-
Hino aos Orixás
“Penso no dia que logo vai nascer
E o meu peito se enche de emoção
A esperança invade o meu ser
Eu sou feliz e gosto de viver
Pela beleza dos raios da manhã
Eu te saúdo, mamãe Iansã
Pela grandeza das ondas do mar
Me abençoe, mamãe Iemanjá
A mata virgem tem seu semeador
Ele é Oxóssi, Okê, Okearô
Na cachoeira eu vou me refazer
Nas águas claras de Oxum, Aieiêu
Se a justiça faz guerra de poder
Valha a espada de Ogum, Ogunhê
Não há doença que venha me vencer
Sou protegido de Abaluaiê
Eu sou de paz, mas sou um lutador
A minha lei quem dita é Xangô
A alegria já tem inspiração
Na inocência de Cosme e Damião
Não tenho medo, vou ter medo de quê?
Tenho ao meu lado Nanã Buruquê
E essa luz que vem de Oxalá
Tenho certeza, vai me iluminar
Penso no dia que logo vai nascer
E o meu peito se enche de emoção…
E essa luz que vem de Oxalá
Tenho certeza, vai me iluminar
E essa luz que vem de Oxalá
Tenho certeza, vai me iluminar!”
——————————————————–
caboclo quando vem la da aruanda
ele vem trazer miçanga
pra salvar filho de pemba
———-
Ponto de Subida
Adeus camaradas adeus,
adeus que ele ja vai-s’imbora,
mãe Yemanja ta lhe chamando
ele vai e volta outra hora
———–
Caboclo Tupiara
Quem está de vigia na Mata
é soldado de pai Oxalá
oi quem vem lá
Caboclo Tupiara
Já vigiou, vigiou, vigiou
ele vem na banda atendendo o chamado de nosso Senhor
Mas ele é Caboclo Tupiara
———–
Pontos da Cabocla Mariana
Lá fora tem dois navios, no meio tem dois faróis { BIS
É a Esquadra da Marinha Brasileira, Mariana, lá na Praia dos Lençóis { BIS
Salve a Mariana, salve a Mariana, salve essa Cabocla da Marinha Brasileira { BIS
Assentou praça na Marinha, mas não foi pelo dinheiro
Assentou praça na Marinha, mas não foi pelo dinheiro.
Foi somente pela simpatia da farda do marinheiro
Foi somente pela simpatia da farda do marinheiro.
–
É no balanço do mar, é no balanço do mar, que ela vem trabalhar
É no balanço do mar, é no balanço do mar, que ela vem trabalhar
Ela é a Cabocla Mariana, ela vem da Turquia, no balanço do mar
Ela é a Cabocla Mariana, ela vem da Turquia, no balanço do mar.
———-
Nas matas virgens o sabiá cantou,
No céu a estrela brilhou.
O saravá o seu Oxossi oi paranga
Ele é o rei dos Caçadores.
Oi juremê, oi juremá
Saravá seu Aimoré, guia chefe do congá.
———-
Na cachoeira eu plantei o lírio,
Nas campinas eu plantei o Indaiá.
Na cachoeira eu plantei o lírio,
Nas campinas eu plantei o Indaiá.
E lá nas matas a semente da Jurema,
Eu dei ao seu Flecheiro pra levar pro Juremá.
Okê, okê, okê
O Seu Flecheiro não me mate o Arerê.¦lt;br /> Okê, okê, okê
O Seu Flecheiro não me mate o Arerê.
———-
Cabocla Erondina
ele baio na ponta do vidro e o vidro era de codó.
ela baio na ponta do vidro e o vidro era de codó .
ela é de umbanda so e de umbanda so
caboca erondi é de umbanda só(2x)
ela baio na ponta da agulha e a agulha era de codó .
ela baio na ponta da agulha e agulha era de codó .
e da umbanda só e de umbanda so caboca erondina e de umbanda só.
———-
Arreia, arreia, arreia boca da mata
Deixa esse caboclo passar boca da mata.
———-
Para quem não conhece eu vou dizer,
Oxóssi é o Rei é São Sebastião,
Ele reina lá nas matas e nos campos,
Ele é o dono da lavoura e do pão
Ari Iuri ao, Mestre Iuri a´
Para sua vida melhorar,
E nunca lhe faltar oque comer,
Acenda uma vela lá nas matas para Oxóssi,
E peça que ele vem te protejer.
Acenda uma vela lá nas matas para Oxóssi,
E peça que ele vem te protejer.
———-
Ubirajara
Seu Ubirajara vem descendo da Aruanda,
trazendo pemba pra salvar filho de Umbanda
ele é caboclo ele é flecheiro, atirador
vem da aruanda Ubirajara o vencedor
ele é caboclo ele é flecheiro, atirador
vem da aruanda ubirajara o vencedor…
———–
Oi Jurema preta, oi Juremá rainha…
Oi Jurema preta, oi juremá rainha…
é dona da cidade, mas a chave é minha..
é dona da cidade , mas a chave é minha..
tem a pele bronzeada, olhos da cor do luar…(bis)
———-
Seu rompe mato vem beirando o mar…
Seu rompe mato vem beirando areia…
Seu rompe mato com seu capacete de Aruanda
Pisa na Umbanda auê
Pisa na Umbanda auê…
Seu rompe mato
pisa na Umbanda auê….(bis)
———-
Pisa caboclo… é formoso seu pisar…
a pisada do caboclo, faz areia revirar…
a pisada do caboclo, faz areia revirar…
———-
Caboclo Pena Verde
Seu Pena verde nasceu na Umbanda…
Seu pena verde nasceu na Umbanda…
Mamäe Oxum acabou de criar…
oi foi Mamäe Oxum que acabou de criar..
———-
Oi Jurema preta, oi Juremá rainha…
Oi Jurema preta, oi juremá rainha…
é dona da cidade, mas a chave é minha..
é dona da cidade , mas a chave é minha..
tem a pele bronzeada, olhos da cor do luar…(bis)
———-
caboclo SIBAMBA
o seu navio está em terra
a luz no mar ja clareou
seus marujos são de guerra
SIBAMBA bebo chegou
mas ele vem no rolo da água
no tombo da maresia
———-
folha por folha
na mata tem SIBAMBA
SIBAMBA NA MACUNBA VAI ROLAR
SIBAMBA NA MACUNBA JA ROLOU
———-
mas voê ainda não viu nada
imagine se voce fosse ao Maranhão
lá tem um preto
que trabalha na macumba
e a macumba só se desmancha no círculo de Salomão
———-
Que lindo capacete de penas que tem a cabocla Jurema…
Que lindo capacete de penas que tem a cabocla Jurema…
Foi Oxalá quem deu, ela vem trabalhar oi, ela vem trabalhar…
Foi Oxalá quem deu, ela vem trabalhar oi, ela vem trabalhar…
———-
Pena Branca
Estava na mata, estava trabalhando…
Estava na mata, estava trabalhando…
Seu Pena Branca já estou lhe chamando…
Seu Pena Branca já estou lhe chamando…
———-
Ö seu Pery, quando vem da aldeia..
ele traz na cinta uma cobra coral…
é uma cobra coral, oi é um cobra coral(bis)
———-
TUPINAMBA
la no fundo do oceano
tem uma pedra que
nunca vai ao fundo
la no fundo do oceano
tem uma pedra que
nunca vai ao fundo
sentado nela ta josê tupinambá meus irmãos
olhando as voltas do mundo
———-
canoeiro da canoa não deixa
o vento te levar
canoeiro da canoa não deixa
o vento te levar
uma ora ele rema pra bera outra ora ele rema pro mar
———-
seu flexeiro me disse que na sua aldeia não falta caboclo
seu flexeiro me disse que na sua aldeia não falta caboclo
ele pisa e no rastro do outro o caboclo
ele pisa e no rastro do outro o caboclo
–
o senhor flexeiro quando vem da aldeia ele traz na cinta e uma cobra-coral e ae,e,e,e
uma cobra-coral e ae,e,e,e,e,e,e uma cobra-coral
–
vocés estão vendo aquele caboclo que esta em cima
daquele laseiro olhando o tempo para não chover
pedindo a lua pra sair mas cedo
oké,caboclo
oké, caboclo flexeiro
———————————————————-
Ah que lindo cantar!!!
Ah, que lindo cantar 2x
até o sabiá chora,
quando os caboclos se despedem e vão embora 2x.
———–
É madrugada , e já raiou zurina
e os caboclos vão embora
ao romper da madrugada
para suas matas virgens
oh lê lê ou lá lá
e os caboclos vão limpar
oh lê lê ou lá lá
caminhos pra seus filhos andar…
———–
ninquem lhe viu mas alguem lhe chamou } bis
pelas matas,pelas matas cabocla brava chegou } bis
mas ela mora é no centro das matas, seu reino é o grande seringal
mas ela bante a pemba ela sacode a pemba
ela quer ver caboclo se arear..
,,,,,
silêncio na sala meu sinhor } bis
cabocla brava chegou } bis
mas ela vem saudar o rei de mina } bis
seu pai é o rei de nago.
,,,,,
sendo ela cabocla brava mora nas ondas do mar } bis
faixa encarnada } bis
faixa encarnada ela ganhou pra guerrear
***********************************************************
José Tupinambá
Lá no palácio onde moro
la eu deixei um vigia (bis)
olha o meu nome é José Tupinambá de Ogum
eu ei de ver meus filhos feliz um dia (bis)
Quem faz o que Deus não quer
um dia tem que apanhar (bis)
eu sou caboclo e sou flexeiro
sou José Tupinambá
eu atirei flexa em terra
pra pecador não duvidar (bis)
———-
Caboclo Índio Africano
Estava sentado, na pedra fina,
E veio um anjo e clariou…
As matas estavam escuras e veio um
Anjo e clariou,
Caboclo Indio Africano na guma saravou(bis)
———–
Atravessou o Panamá por cima
De dois barris, ele vem ver
A Juremeira e os caboclos do Brasil
Atravessou o Panamá por cima
De dois barris, ele vem ver…
———-
Rei dos Indios mandou me chamar
Caboclo Indio, Indio Africano,
Caboclo Indio lá no Juremá..
———–
Cabocla Herundina
As matas estavam escuras,
Oi como eu vim, numa veia da água,
Vim arrastada pelas correntezas,
“Banzeiro grande quem me trouxe aqui
A maresia é o meu cavalo (bis) “.
Como eu vim, numa veia da água,
Vim arrastada pelas correntezas,
“Banzeiro grande quem me trouxe aqui
A maresia é o meu cavalo (bis) “.
Maresia é meu cavalo,
Eu não posso andar a pé,
Eu vim, eu vou, no balanço da maré (bis)
Nas praias do Lençol,
Tem três maresias faladas,
Uma é Jarina outra Herundina e a terceira a Princesa Mariana…
————
caboblos, caboclas que vem da guiné
trabalha oxosse, trabalha ne fé
caboclos da mata que trazem vocês
vem lá da Jurema pra nos proteger.
———-
caboclo Tupiaçú
quando ele vem beirando o mar
quando ele vem beirando o mar
vem caminhando o céu esta azul
firma seu ponto
na ponta da areia
ele é Oxosse
ele é Tupiaçú
———-
Guarani
Ha quanto tempo, eu não via seu Guarani na Umbanda.
Até que chegou o dia, seu Guarani agora é quem manda(bis).
———————-
Eu vi nas matas um dia,
Seu Guarani sentado na pedra fria(bis).
Ele cantava, ele assoviava,
E lá no céu uma estrela brilhava.
———-
Rompe Mato
ele vem girando ele nao gira pouco
seu ROMPE MATO, OXOSSI, ARANCA TOCO
ele vem girando na umbanda com a JUREMA
ele nao faz nada sem ordem suprema[bis]
na sua aldeia tem os seus caboclos
nas suas matas tem cachueirinhas
no seu saiote tem pena dourada
seu capasete brilha na alvorada
———-
nos centro da mata eu vie dois nomes gravados no toco de um pau[bis]
de um lado era o seu ROMPE MATO, do outro SEU COBRA CORAL
e ai uma cobra coral, e ai uma cobra coral eu vi
———-
ARARIBOÍA EO REI DA MATA
CACIQUE FORTE
QUE LEVA A LUZ QUE LEVA A LUZ
QUE LEVA A PAZ
ILUMINADO POR JESUS.
(enviado por João André )
———————-
Caboclo Tupimirim
Tupimirim auê, Tupinambá!…
Arranca Toco,
Traz a Jurema pra cá,
Mãe Iara, Mãe Sereia,
Jurema vem trabalhar. (bis)
———-
Caboclo pegue a sua flexa,
pegue o seu bodoque o galo ja canto,
O galo ja canto la na aruanda,
Oxala lhe chama,olha a sua banda.
———-
Em despedida de caboclos, Faz chorar
Faz chorar e soluçar, faz chorar…..
Em despedida de caboclos, Faz chorar
Faz chorar e soluçar, faz chorar…..
———-
Seu Pena-Branca nasceu em mato Grosso,
Mamãe Oxum terminou de criar
Seu Pena-Branca nasceu em mato Grosso,
Mamãe Oxum terminou de criar
Mas ele é o rei caçador,
Ele é filho de Zambi e do Cobra Coral
Mas ele é o rei caçador,
Ele é filho de Zambi e do Cobra Coral
———-
Se a coral é tua cinta, a jiboia é tua laça.
Se a coral é tua cinta, a jiboia é tua laça.
Quizumba Quizumba Quizumba ai,
Caboclo mora nas matas.
———-
Sultão das matas, quem chamou fui Eu.
Sultão das matas, quem chamou fui Eu.
Até onça teve medo, do grito que ele deu
Até onça teve medo, do grito que ele deu
———-
Vento que venta, vira furacão
É Senhor Ventania, caboclo de devoção.
Vento que venta, vira furacão
É Senhor Ventania, caboclo de devoção.
————
Estrela no infinito surgiu
Seu brilho, a mata iluminou
O sonho transformou-se em realidade
Fez nascer um caboclo
Mensageiro da verdade
Rosas enfeitavam os caminhos
Por onde Seu Oxossi passeou
Mares e flores, tesouro tão lindo
Enfeitam os bosques
Por onde Ele passou
E nesse dia de festa
Pássaros a cantar
Tambores batem forte lá na aldeia
Pra salvar o seu Oxossi
Que Oxalá vai coroar
Ô batam palmas lá na aldeia
Deixa os caboclos passar
Colham flores na aruanda
Para enfeitar sua banda
E seu Oxossi coroar
———-
a ele vai embora na sombra do vento
o seu pai lhe chama na sombra do vento [biz]
a ele vai embora como um passarinho
vai quebrando os ovos desmanchando o ninho..
———-
conga você fica aqui
se precisar e só mandar me chamar [biz]
a ele vai embora pra sua aldeia as matas lhe trousse
Oxalá lhe leva [biz]
———-
Chamo os caboclos das matas
é pra trabalhar (2vezes)
se as matas é muito grande caboclo vai derrubar
———-
Um caboclo bom
é irmão do outro
um arranca o pau
outro arranca o toco
———-
Flecheiro hê
flecheiro há
joga as flechas no terreiro
pros caboclos trabalhar
———-
Oi caboclo vai buscar a sua flecha (2vezes)
eu não vou não que eu sou do mar
eu não vou não que ogum me pega
———-
Eu sou eu sou
caboclinha do mar (4vezes)
pronto cheguei
eu venho da beira(2vezes)
eu venho aqui é pra trabalhar
———-
a ele vai embora na sombra do vento
o seu pai lhe chama na sombra do vento[biz]
a ele vai embora como um passarinho
vai quebrando os ovos desmanchando o ninho..
———-
conga você fica aqui
se precisar e só mandar me chamar [biz]
a ele vai embora pra sua aldeia as matas lhe trousse
Oxalá lhe leva [biz]
———-
Chamo os caboclos das matas
é pra trabalhar (2vezes)
se as matas é muito grande caboclo vai derrubar
———-
Um caboclo bom
é irmão do outro
um arranca o pau
outro arranca o toco
———-
Flecheiro hê
flecheiro há
joga as flechas no terreiro
pros caboclos trabalhar
———-
Oi caboclo vai buscar a sua flecha (2vezes)
eu não vou não que eu sou do mar
eu não vou não que ogum me pega
———-
Eu sou eu sou
caboclinha do mar (4vezes)
pronto cheguei
eu venho da beira(2vezes)
eu venho aqui é pra trabalhar
———-
ele nasceu a três de maio
mas não foi batizado(bis)
ele é profeta de Deus
Seu João das matas falado
———-
Com sua coroa de ouro
e sua medalha de prata(bis)
Seu não me engano
Aqui chegou Seu João das Matas
Com sua coroa de ouro
E sua medalha a brilhar(bis)
Ei gente,
João das Matas chegou
Ei gente,
Ele é protetor!(bis)
———-
Caboclar Herundina
Ela mora na beira do rio
Com sua mãe Oxum e a Sereia
Ela é cabocla Herundina, firma
O seu ponto na areia
———-
Cabocla Herondina
Ela mora na beira
De um rio
Sua Mãe oxum
E a Sereia
Ela Cabocla Herondina
Firma o seu ponto na areia
———-
Cabocla Brava
Quem não derá a sua barca,
Não lhe chamem cabocla da Turquia,
Oh quando nesse mundo vem das águas
Loiras, nos astro ventania(bis)
Oh silencio na sala meus senhores
Cabocla Brava chegou, cabocla Brava chegou,
Ela vem salvar o rei da mina,
Seu pai é rei de nagô,
Aê faixa encarnada,
Faixa encarnada ela ganhou pra guerreia
Oh passa lagoa, lagoa de jucá,
Mas quem duvidem venham ver cabocla Brava trabalhar.
———-
Caboclinha, é Iracema
Ela é cabocla do fundo do mar (bis)
Iemanjá foi quem mandou
Iracema trabalhar
Iemanjá lhe ordenou
todo mal daqui leva
Iracema, ó Indaiá
Janaína, ó Iara
São as caboclas das águas do mar
São as caboclas das águas do mar
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Caboclo Ubirajara do Peito de Aço da Jurema
Quando a mata clareou ôô
Seu Ubirajara do Peito de Aço aqui chegou
(mas quando… )
Ele é caboclo, ele é flecheiro
Ele é curador, ele é guerreiro
E vem da Jurema trazendo a Luz pra esse terreiro
Ele na Umbanda é coroado
Esse gongá é seu reinado
Seu Ubirajara seus filhos dizem
MUITO OBRIGADO (bis)
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Eu vi no alto da serra cabocla Jurema dando seu brado de guerra (bis)
Kiôôô, Kiôôô Em toda mata o seu brado ecoou
Kiôôô, Kiôôô Em toda mata o seu brado ecoou
Com o seu arco e sua flecha
e a sua lança de Indaiá
Jurema dava o seu brado de guerra
anunciando que ia caçar
Sete luas se passaram
Quando a Jurema voltou
Toda caça que ela trazia
Ao cacique entregou
E ele tão alegre
Cantou em seu louvor
ôôô Jurema ôôô Jurema
Linda caçadora Bela cabocla de pena (bis)
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Despedida de caboclos
Caboclos vão embora pra cidade da jurema
Oh que Jesus tá lhe chamando, pra cidade da jurema
Oh eles vão ser coroados na cidade da jurema
Oh com a coroa já é rei, na cidade da jurema.
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Despedida de caboclos
Vão embora meus caboclos, vão embora lá pra matas
Que deus lhe dê a força meu pai e redobre a sua luz (2x)
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entrou nas matas sem pedir licensa
e cabocla Jurema naum lhe deu agô
oi la nas matas tanbém tem seus Orixás
tambeém tem seu Rompe Mato que ele é chefe de congá
entrou nas matas sem pedir licensa
e cabocla Jurema naum lhe deu agô
oi la nas matas tam bem tem seus Orixás
tambem tem seu Jacaunda que ele é chefe de congá
entrou nas matas sem pedir licensa
e cabocla Jurema naum lhe deu agô
oi la nas matas também tem seus Orixás
também tem o seu flexeiro que ele é chefe de congá
entrou nas matas sem pedir licensa
e cabocla Jurema naum lhe deu agô
oi la nas matas também tem seus Orixás
também tem dona Jurema que ela é chefe de congá…
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Caboclo Pena Dourada
Caboclo Pena Dourada
Caboclo de opinião (bis)
Caboclo segura a flexa
Caboclo flexa no coração
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Caboclo João da Mata
Quando João da Mata nasceu
três dias a mata estremeceu(bis)
Seu João da mata é Caboclo bem bão meus irmãos
Ele não teme a caboclo menhum..
Oh sino da mata é seu (bis)
Oh sino da mata é seu
Seu João da Mata
Oh sino da mata é seu.
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Cabocla Herondina
Herundina faz coroa em terra,
Herundina faz coroa no mar(Bis),
Como ela vem toda faceira,
Como ela vem no balanço do mar…
Oh embala, Oh embala, embalaou,
Cabocla Herundina se embala só,(bis)
Ela se embala na rede cipó,
Cabocla Herundina se embala só….
Mas eu não tenho amor na terra,
Mas eu não enho por quem chorar,
“A minha mãe foi muito engrata me atirou em alto,
Mar(bis)…
Oh não me mexa,
Oh não me bula , sou Herundina,
Eu danço é na ponta da agulha,
Sou Herundina,
Correntes forte eu venho quebrando,
Herundina, e os trabalhos realizando,
Herundina…
Oh Herundina faz coroa em terra,
Oh Herundina faz coroa no mar….
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Cabocla Herondina
No mar tem flores
Tem rosário de Nossa Senhora
Aroeira de São Benedito
Cabocla Herondina, chegou nesta hora
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Flecha Dourada
Caboclo vai, caboclo vem,
Caboclo Flecha Dourada é que vem.
Caboclo vai, caboclo vem,
Caboclo Flecha Dourada é que vem.
Mas ele é um caboclo das matas,
É Flecha Dourada que vem.
Mas ele é um caboclo das matas,
É Flecha Dourada que vem.
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Subida Caboclo Ubirajara
Ubirajara vai embora, o que lhe dão pra levar
Ubirajara vai embora, o que lhe dão pra levar
Se lhe dão flores brancas, ou a raiz do Jurema
Se lhe dão flores brancas, ou a raiz do Juremá
Ubirajara vai embora, ele vai sem imaginar
Ubirajara vai embora, ele vai sem imaginar
Vai pela margem do rio, pelo pio da Coral
Vai pela margem do rio, pelo pio da Coral
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Pai oxossi assuvia
Ele assuviou
Ele assuviou
Cade os caboclos da mata que ainda não chegou?
Cade os caboclos da mata que ainda não chegou?
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Caboclo Pena Verde
E o dia já findou,
E o sol no horizonte já se escondeu,
A lua la no ceu brilhou,
chegou o Indio, chegou o Indio,
Chegou o Indio Pena de arara,
ele é Indio da Pena Verde, ele è caboclo de cachoeira,
(deu o grito de guerra na ponta de um espinheiro,(Bis)
Já chegou o Pena Verde, que mora na beira do rio
É na maré, maré, é na maré, maré, é na maré azul do mar.
Ele é Indio, ele é Indio, caboclo da pena real.
Já chegou o Pena Verde que mora na beira do rio.
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Gostou do Indio venha ver quem é,(bis)
ele é caboclo que só veste Pena
venham ver as forças que tem na jurema,`
É na Jurema, é na Jurema, é na Jurema venham ver quem é
Mas quem quiser que vá na sua aldeia para
Ver as foças que tem a Jurema…(enviado por Edson Codoense)
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Seu João da Mata
O que caboclo, lá na mata
sereno (bis)
já mandei içar bandeira pra
caboclo baiador.
O que caboclo lá na mata
sereno(bis).
já mandei içar bandeira pra
caboclo baiador.
já mandei içar bandeira
pra salda o mundo inteiro,
para da viva a Dom João e o
pavilhão Brasileiro,
para da viva a Dom João e o
pavilhão Brasileiro.
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Caboclo Fecheiro
Vôo, vôo, voou seu passarinho azulão
Quem ta na pedra é Xangô,
Afirma ponto no chão,
Eu sou caboclo Flecheiro com a minha Taquara na mão
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Cabocla Iara
Estrela, Sol e Lua,
Que clareia o Juremá
Estrela, Sol e Lua,
Que clareia o Juremá
Oi que valham-me todos os Caboclos,
De flecha e botoque,
Oi que me valha Iara.
Oi que me valha Iara.
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Cabocla Iara
O lírio é uma flor,
Nasceu na beira d’água,
E na água se criou
Cabocla Iara!
Nasceu na beira d’água,
E na água se criou.
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Caboclo Cobra Verde
Quanto tempo que eu não bambeio,
Hoje eu vim pra trabalhar.
Sou Caboclo Cobra Verde
Vim aqui pra trabalhar.
Sou Caboclo Cobra Verde
Vim aqui pra saravar.
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Caboclo Flecheiro
Ele vem de tão longe
Cansado de caminhar
Salve o caboclo Flecheiro
Que vem saravar seu congá
Que vem saravar seu congá
Pra chegar neste terreiro
Ele cortou tanto cipó
Atravessou a mata virgem
Veio na fé do Pai Maior
Veio na fé do Pai Maior
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Flecha Dourada
Flecha Dourada Chegou, oo oo,
Ele não se atrazou!
Flecha Dourada Chegou, oo oo,
Ele não se atrasou!
E o que que eu toco pra ele?
É um barra vento ligeiro!
Mas o que eu toco pra ele?
É um barra vento ligeiro!
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É sangue sangue, êe êe,
É sangue real.
É sangue sangue, êe êe,
É sangue real.
Sangue de caboclo é sangue real.
Sangue de caboclo é sangue real.
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Flecha Dourada
E ele veio pelo rio de conchas,
Vem caminhando por aquela rua.
Mas ele veio pelo rio de conchas,
Vem caminhando por aquela rua.
Olha que beleza!
Flecha Dourada no clarão da lua!
Olha que beleza!
Flecha Dourada no clarão da lua!
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Ele e caboclo, ele é flecheiro
Oi Bumba na Calunga
é matador de Feiticeiro
Oi Bumba na Calunga
ele vai firmar seu ponto
Oi Bumba na Calunga
e vai firmar nesse terreriro
Oi Bumba na Calunga
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Caboclo, flecheiro,
Tú és a nação do Brasil.
Tú és a nação brasileira, ê caboclo,
Das cores da nossa bandeira.
O azul é a esperança.
O amarelo, o desespero.
O verde tráz a liberdade,
Dos caboclos brasileiros.
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Oi pisa caboclo na samambaia,
Saia do meio e não se atrapalha.
Oi pisa caboclo na samambaia,
Saia do meio e não se atrapalha.
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Ubirajara
Seu Ubirajara lá na mata é um Rei
Ubirajara na Umbanda é um Tata
Ele é um Rei / Ele é um Tata > 2x bis
Lá na mata sua flecha zua > 2x bis
E zua quando sobe quando desce ela mata
Ele é um Rei / Ele é um Tata >2x bis
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7 Serras
Embala eu Oxossi, embala eu….}bis
Saravá seu Sete Serras,Ele é dono do Congá,
Saravá todos Caboclos, Salve todos os Orixás.
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7 Flechas
Quio, quio, quio, quio que era, seu mata está em festa,
Saravá Seu 7 flechas / Ele é o rei da floresta.
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Mata Verde
Estrela Dalva é sua guia,
Seu Mata Verde é Caboclo valente,
Mas ele mora lá na pedra fria, lá na gruta funda, lá no oriente}bis
_________________________________
Caboclo Juremeiro
Ele é caboclo, ele é Juremeiro, E na alvorada tem penas carijós
Vadeia oi, vadeia oi, vadeia meus Caboclos na aldeia,
Vadeia oi, vadeia oi, vadeia como o vento na areia,
Vadeia meus Caboclos vadeia, os Caboclos na aldeia, e as Sereias na areia} bis
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Caboclo Tamandaque
Na sua aldeia tem Tupiniquim,
Na sua mata tem Tucurucu,
No seu saiote tem pena encarnada,
No seu penacho tem pena dourada.
Tamandaque tem penas carijós,
Que atravessam as margens da cachoeira,
Ele vem do alto daquela serra,
Ele vem da selva morena
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Caboclo Demoragy
É ele, Demoragy, que vem do Uruguaia a sua aldeia,
É ele, Demoragy, Ubirajara da Jurema,
Ele é Caboclo guerreiro e veste pena,
O seu cocar quem deu foi Oxalá,
Ele caminha de leve nas folhas secas,
Seu Demoragy dentro do seu Juremá.
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Caboclo Cachumacaé
Cachumacaé, Cachumacaé, afirma o ponto Caboclo, cachumacaé } bis
Vem de Angola vem, vem saravá,
Vem de Angola vem, vem trabalhar.
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Caboclo Ituiutaba
Lá nas Matas eu vi, Seu Ituiutaba } bis
Riscando o ponto na areia, firmando o ponto na Mata } bis
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Caboclo Flecheiro
Das suas matas ele vem armado, na sua aldeia ele é respeitado
é respeitado num terreiro de umbanda
ele é caboclo Flecheiro, ele vem la de aruanda}bis
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Tupinambá
Tava na beira do rio sem poder atravessar
eu chamei pelo caboclo, caboclo Tupinambá }bis
Tupinambá eeeeee eeeee Tupinambé eeaaaa }bis
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Rompe Mato
Eu vi raiar o dia, eu vi a estrela brilhar}bis
Eu vi seu Rompe Mato, Ogum das matas quer morar á beira-mar} bis frase
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Subida dos Caboclos
É madrugada e raioooou o diiiiiiiaa
E os caboclos vão embora ao romper da madrugada
Para suas matas virgens o lere o lará
E os caboclos vão limpar o lere o lará
Caminho pros seus filho andaaaaar
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ó que lindo cantar, ó que lindo cantar } bis
Até o sabiá chora quando os meus caboclos se despedem vão embora} bis
Okê caboclo!!!
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Caboclo Vira Mundo
Minha Bandeira É Branca
É Verde É Amarela
Sou Caboclo Vira Mundo
E Vou Virar Quem Não Espera
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Cobra Coral é Caboclo.
Cobra Coral é Caboclo.
Ele é filho da Jurema neto de Arranca Toco.
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Caça, caça, caçador,
Quero ver você caçar.
CAça, caça, caçador,
Foi Oxossi quem mandou
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Caboclo Roxo
Caboclo roxo da pele morena, seu pai Oxossi é seu caçador lá da jurema }bis frase
ele jurou, ele vai jurar, pelos conselhos que a Jurema vai lhe dar} bis frase
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oi dai-lhe forças Jesus ó nazareno
oi dai-lhe forças pra ele trabalhar
oi dai-lhe forças Jesus ó nazareno
oi dai-lhe forças pra ele trabalhar
dizem que aUmbanda tem mironga
seu Brogotá também tem o seu congá
dizem que aUmbanda tem mironga
seu Brogotá também tem o seu congá
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Seu Arranca-Toco chama os índios pra aldeia,
Pra ver a força que a Jurema Tem.
Seu Arranca-Toco chama os índios pra aldeia,
Pra ver a força que a Jurema Tem.
Na Aldeia, na Aldeia,
Na Aldeia, meus caboclos não bambeia.
Na Aldeia, na Aldeia,
Na Aldeia, meus caboclos não bambeia.
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Caboclo da mata virgem,
quando firma seu ponto não erra
em sua terra
aue aue aue
quando firma seu ponto não erra
em sua terra
aue aue aue
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Caboclo do Mato, Trabalha,
com São Cipriano e Jacó
Trabalha com a chuva e com o vento
Trabalha com a lua e com o Sol
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Olha pemba com pemba lá no rio da Jurema
Ele é filho de pemba Oxum,
Ele é filho de pemba Oxum
Ele é filho de pemba e traz a gira de Ogum
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Oxossi é o rei da aldeia
Seu Romp-Mato é luz que nos alumeia
Arreia arreia pra vencer demanda, meu pai
Arreia Arreia filhos de Umbanda não cai.
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Quem está de vigia na mata,
É soldado de pai Oxalá
Oi quem vem lá?
Caboclo Tupiara.
Já vigiou, vigiou, vigiou…
Ele vem na banda atendendo o chamado de nosso senhor,
Mas ele é Caboclo Tupiara.
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Salve o caboclo Xoroquê
Aqui nesse Jacutá
Ele vem nos proteger
Com as bênçãos de Ogum
E nosso pai Oxalá
Tem mironga na Umbanda eê
Tem mironga na Umbanda eê
Xoroquê no terreiro é Orixá
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Saravá o povo do Oriente
Das terras artente onde nasceu Orum
Onde moram os caboclos
Filhos de mamãe Oxum
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Caboclo, caboclo, se ele é filho da guiné
Se seu pai é rei, ele é principe é.
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Sucuri, Jibóia, quando vem beirando o mar
Sucuri, Jibóia, quando vem beirando o mar
Olha como o congo oiô, a sua cobra coral
Olha como o congo oiô, a sua cobra coral
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Caboclo Pena Verde
Pena verde está lá no céu
perto de pai Oxalá
Pena verde está lá no céu
perto de pai Oxalá
Vem com sua estrela prateada
Clarear o seu Jacutá
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Olha o meu passarinho azulão
quando ele voa não pousa no chão
ai que lindo é o caboclo de pena
com sua flecha e bodoque na mão
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Quando ele vem
lá de Aruanda
Vem com ordem de Pai Oxalá
A sua missão é muito grande
Espalhar a caridade e seus filhos abençoar
Saravá mamãe Oxum
Saravá pai Oxalá
Saravá Flecha Dourada
Ele e um grande rei dono do seu Jacutá
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Ele é caboclo ele é flecheiro,
Oi bumba na calunga
É caçador de feiticeiro
Oi bumba na calunga
ele vai firmar seu ponto
Oi bumba na calunga
E vai firmar nesse terreiro
Oi bumba na calunga
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Lá no alto da serra,
Tem uma linda floresta.
Também tem uma linda cabana
Oi ele é, do caboclo Guiné.
Saravá nossos os caboclos.
Salve o Seu Vence-Demanda.
Saravá nossa falagen, que pertence, a linda Umbanda.
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Oxossi assoviou lá no Humaitá
Oxossi assoviou lá no Humaitá
Ogum está de ronda cavaleiros de Oxalá
Ogum está de ronda cavaleiros de Oxalá
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Foi numa tarde serena,
No sertão da Jurema
eu vi seu Flecheiro atirar uma flecha para não errar.
Zuooou, a sua flecha zuoou,
Ele é o caboclo Flecheiro,
Ele vem lá de tão longe,
Saravando os seus filhos,
Saravando esse congá.
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Ê Juremê, ê Jurema
Sua folha caiu serena Jurema, dentro desse Congá.
Ê Juremê, ê Jurema
Sua folha caiu serena Jurema, dentro desse Congá.
Saravá mamãe Oxum, salve São Sebastião
Salve o Caboclo Macambé que nos dá a proteção ê Juremê!
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Cinda lelê, auê Kaísa.
Cinda lelê é sangue real.
Se ele é filho eu sou neto da Jurema,
Cinda lelê, auê Kaísa
Kaísa é o rei, é um Orixá,
Na hora de Deus Amém, é um Orixá.
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Mano toma cuidado,
Na entrada do matagal.
Mano toma cuidado,
Na entrada do matagal.
Se ver a cobra por favor não mate
Mano não se esqueça que é minha coral.
Se ver a cobra por favor não mate
Mano não se esqueça que é minha coral.
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No alto daquela montanha
Ouvi uma cobra piar.
No alto daquela montanha
Ouvi uma cobra piar.
Era uma enorme jibóia
enrolada no bodoque de Tupinambá
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Nós somos dois irmãos, dois irmãos unidos.
Nosso pai é Tupaína ele é filho de Arirá.
Aimoré, moré, moré, Aimoré, moré, moré
Aimoré seu Guarani de Umbanda.
Aimoré, moré, moré, Aimoré, moré, moré
Aimoré seu Guarani de Umbanda.
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O que penacho é aquele?
É um penacho de arara.
Ó quem rompe a mata virgem
Ó quem rompe a mata virgem
É o caboclo Ubirajara.
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Quando os caboclos trazem as folhas da Jurema
E os pretos-velhos trazem arruda e guiné
Eles vem trabalhar na lei de Umbanda,
Com licensa de Aruanda, pra ajudar a quem tem fé.
O sabiá canta alegre nas palmeiras
E Xangô lá nas pedreidas por seus filhos a esperar.
Meu pai Ogum vem trilhando sua estrada
Com seu toque de alvorada
Toda a linha vai Chegar.
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Seu 7 Flechas, por Deus eu lhe peço.
Pela sua coroa de Rei.
Que tu saias da tua aldeia
E venha ver esses filhos que tem.
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Caboclo Tupinambá
Tava na beira do Rio
Sem poder atravessar
Chamei pelo caboclo
Caboclo Tupinambá
Tupinambá chamei
Chamei e tornei chamar ea
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Na cachoeira eu plantei um lírio,
Nas campinas eu plantei o Indaiá.
E lá nas matas a semente da Jurema,
Eu dei ao seu Flecheiro pra levar ao Juremá
Okê, Okê, Okê, Ó seu Flecheiro não me mate o Arerê.
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Cabocla seu pedaço é verde seu pedaço é verde é da cor do mar
Cabocla seu pedaço é verde seu pedaço é verde é da cor do mar
É a cor da cabocla Jurema, é a cor lá do juremá.
É a cor da cabocla Jurema, é a cor lá do juremá.
Lá do juremá, lá do juremá.
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Mas ele vem de longe,
veio da mata lorena,
Ele é o Caboclo da mata Virgem,
Ele é o cacique da Jurema, mas ele vem de longe
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Cabocla da Samambaia
onde está,
que não vem cá;
Cabocla da Samambaia
onde está,
que não vem cá;
Mais ela mora na boca da aldeia
eia eia eiaa;
Mais ela mora na boca da aldeia
eia eia eiaa.
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Na sua aldeia tem os seus caboclos,
Nas suas matas tem as cachoeiras,
No seu saiote tem pena dourada,
Seu capacete brilha na alvorada.
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Ubirajara
Estrela Dalva é sua guia, Ubirajara Caboclo valente
Estrela Dalva é sua guia, Ubirajara Caboclo valente
Ubirajara mora lá na mata, lá na grota funda, lá no Jurema
Ubirajara mora lá na mata, lá na grota funda, lá no Jurema
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Pena Branca
Galo cantou na Serra, a mata estremeceu
Caboclo Seu Pena Branca, na cachoeira apareceu
Ele é Caboclo guerreiro e mora no rochedo,
Somente Cobra Coral, conhece dele os segredos
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Pena Verde
Seu pena Verde quando vem na aldeia
Vem trazendo pemba pra saldar filhos de Umbanda
Ele é caboclo ele é flecheiro
Ele é de Oxóssi
Ele é caçador
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Pena Verde
Eu vi na margem do rio, em linda manhã serena
Caboclo Seu Pena Verde firmando ponto na areia
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Estava Em Plenas Matas Quando Tudo Escureceu
Trovejou Lá No Céu, Mas Chover Não Choveu!
Eu Me Perdi, Seu Araribóia Me Achou
Com Sua Flecha De Ouro, Meu Caminho Ele Guiou!
O Vento Soprava Forte E Para O Céu Ele Olhou
E Dando Um Brado Mais Forte A Mata Clareou!
A Mata Clareou, A Mata Clareou! (2x)
Saravá Araribóia, Nosso Mestre E Protetor!
Quem Anda Com Esse Caboclo Não Se Perde, Não Senhor!
A Mata Clareou, A Mata Clareou! (2x)
Ele É Araribóia, Nosso Mestre De Instrução
Eu Ando Com Este Caboclo Dentro Do Meu Coração!
A Mata Clareou, A Mata Clareou! (2x)
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caboclo quando é batizado,
ele arreia em qualquer lugar.
primeiro comprimenta a zambi,
dá uma girada e vai trabalhar.
oke caboclo..
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Jequiricá
Sereno que cai, são horas da madrugada,
Sereno que cai, nas matas do Uruguaia,
Como caminha, como caminhou } bis
Caboclo Jequiricá, na hora divina ele sempre chegou.
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Samba caboclo
que a hora é boa
Nunca vi rei de arunada
Saravá sem a coroa
Pisei na pedra
Pedra balanceou
O mundo que estava torto
Santo Antônio endireitou
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Foi no romper da Aurora
Que eu vi a Juriti
Cachoeira vem agora
Pra vir olhar por mim
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India Iracema
Quem Pode, Pode Com A Força Da Jurema
Que Atira Flecha Muito Mais Além Do Mar!
Mas Ela é Uma Cabocla De Pena
É A India Iracema
Dona Do Seu Jacutá!
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Caboclo Ventania
Lá Ná Pedreira O Trovão Roncou
A Mata Virgem Estremeceu
Anunciando Que Ele Vai Chegar
Chamou Caô: Esse Filho É Meu
Seu Ventania Vem Com A Estrela Guia
Saravá o Encanto
Saravá o Congá
Ele é Caboclo De Caô Caô
Ele É Ventania Filho de Xangô
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Caboclo vai, vai, vai, vai…
Mas ele vai p’ ra sua banda vai….
e os passarinhos vao cantando alegres
la na mata virgem onde mora seu Pai…
E os passarinos vao cantando alegres,
la na mata virgem onde mora seu Pai…
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Cabocla Jandira
Quem tem o poder sobre a terra?
Quem tem o poder sobre o mar?
É a cabocla Jandira!
Salve as sereias do mar!
Aruê ruê… Aruê ruá…
Saravá linda cabocla, Salve Mamãe Yemanja.
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India Julinha
Ela É A Índia Julinha
Cabocla De Opinião!
Cabocla Sustenta A Flecha.
Maneja A Flecha No Coração!
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Tamandaré
Ele É Do Rei Nanã
Tamandaré… Tamandaré!
É Do Rei Nanã
Tamandaré É Rei Do Mar!
Na Idade De 12 Ele Sabia Curar
Tanto Bota Como Tira
E Leva Pras Ondas Do Mar!
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olha saia caboclo naõ me atrapalhe
saia do meio da samambaia (2x)
o vestimento de caboclo é samambaia
é samambaia .. é samambaia
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